"Uma Linha para Contar História"

Estilista ipatinguense abre exposição baseada em estrada de ferro

Nesta terça-feira (10), será aberta na Galeria Hideo Kobayashi, no Centro Cultural Usiminas, a exposição “Uma Linha Para Contar História”, que apresenta 30 peças da artista visual e estilista Vanuza Bárbara, numa coleção inspirada na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e que mostra a essência da identidade mineira.

O trem é tão importante que foi transformado em um personagem, e muitas pessoas se apropriam dele por identificação, lembranças, histórias e memórias. Para Vanuza, o tema reforça o orgulho de ser mineiro e mostra um inédito caminho sobre os trilhos.

Divulgação/ACS CCU


A estilista ipatinguense Vanuza Bárbara mostra um novo olhar
O diferencial do trabalho da estilista é o conceito com foco na produção consciente: 100% da coleção é feita com tecidos reaproveitados.
A linha tem muitos significados na nova coleção: é a linha de ferro, de costura, da vida. E todas contam as histórias vividas dentro ou fora do trem, nas margens da ferrovia, no entorno das estações, nos túneis.

Uma pesquisa de campo, as conversas com preservacionistas ferroviários, jornalistas e famílias que participaram da chegada da linha de trem na região formaram a base da coleção. Entre uma informação e outra, Vanuza costurou fragmentos da história da EFVM com uma profunda reflexão sobre as fases da vida, expressos em cores, cortes, pinturas e bordados.

Os visitantes vão contar com auxílio dos mediadores da Ação Educativa do Instituto Usiminas durante as visitas à exposição, que conta com tradução em libras para atendimento às demandas especiais.

O coordenador de projetos do Instituto Usiminas, Pedro Melo, convida o público do Vale do Aço para conhecer a coleção. “Por meio da arte, essa exposição irá despertar lembranças e histórias de quem passou pela Estrada de Ferro Vitória a Minas”, afirma.

Fases da Coleção
Na primeira fase, as peças são inspiradas nas linhas arquitetônicas das estações, buscando a simetria e o perfeccionismo. E convidam a refletir sobre as aparências, considerando o valor apenas no que é belo, sem pensar que a realidade por dentro é dura e fria, tal como o concreto.

Divulgação/ACS CCU


Modelo posa peça em frente à Estação Ferroviária de Belo Horizonte
A escuridão do túnel marca a segunda fase da exposição. Com tecidos em tons de azul marinho e roupas assimétricas, Bárbara Vanuza mostra que somos afetados pelo medo, a solidão, a angústia e outras sensações ruins, próprias de situações desconhecidas ou difíceis, é preciso deixar para trás comportamentos, hábitos, pensamentos que nos impedem de ter coragem e contemplar a luz no fim do túnel, rompendo a escuridão.

Por fim, as peças mostram que, ao atravessar os túneis da vida, há um desembarque revelador, a chegada aos objetivos e a um destino de cores alegres e leveza, belezas que só se pode ver com os “olhos da gratidão”.

Quem é:
Vanusa atua com moda há 22 anos, seguindo um caminho de responsabilidade em duas esferas importantes: ambiental e social. Assim, 100% das roupas desta coleção foram feitas com tecidos de refugos industriais, restos de tecidos de fábricas que iriam para o aterro sanitário.

Os retalhos viram oportunidade para o grupo “Mulheres fazendo Arte”, onde 25 pessoas se descobriram como habilidosas bordadeiras no desafio de ornar as peças de Vanuza, sempre ricas em detalhes manuais, uma marca da artista.

Nas mãos das artesãs, supervisionadas pela estilista, os tecidos se transformam em obra de arte e o talento em fonte de renda para quem está em casa com mãos e corações dispostos a integrar a área social do projeto da artista.

SERVIÇO:
Exposição Uma Linha para Contar História
De 10 a 28 de setembro de 2019
Galeria Hideo Kobayashi - Centro Cultural Usiminas
De terça-feira a sábado, das 10 às 21h

Classificação livre, visitação gratuita. Agendamento escolar na Ação Educativa pelos telefones: (31) 3824-3731 e 3822-2212. A exposição integra a programação da Ação Educativa do Instituto Usiminas e tem patrocínio da Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Pronac 183774).
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