Terroir fashion & Moda & Beleza

Wagner Penna e as novidades do mundo fashion

Divulgação


Modelos do estilista itabirano Ronaldo Silvestre: moda local com pegada global
Uma das grandes mudanças que a globalização da moda provocou na cadeia produtiva do setor foi a revalorização da moda local ou regional. Isso pode soar como algo paradoxal, mas é real. A saber: a mundialização fashion acabou criando grandes redes de distribuição nos grandes centros urbanos do planeta e, com elas, veio também o estilo uniformizado que saturou a clientela, que já estava confusa com toneladas de informações mostradas nas redes sociais.

Esses dois fatores deram força às marcas que trabalham regionalmente. Para começar, elas fazem uma produção pequena ou média, e por isso, também mais dinâmica, evitando a mesmice das marcas bilionárias. Isso também levou a surgir algo novo no estilo, obedecendo aos usos e costumes de cada região.

Assim, os polos de moda do interior de Minas estão retomando o dinamismo e a força de sua moda. Seja nos calçados, acessórios ou vestuário, é visível a retomada da produção em muitas regiões. Agora, essas empresas fashion só precisam que os organismos oficiais de incentivo compreendam isso, dando seu apoio, na forma de créditos e isenções, para que nossos polos de moda cresçam o quanto merecem.

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Álvaro Fraguas


O verão 2020 da Lore, em Cartagena e a Criss em clima de Califórnia
Moda e Beleza

Há algum tempo estamos falando do reposicionamento de mercado da moda mineira, com muitas empresas consolidadas criando marcas bis, isto é, um produto mais jovem e COM custos mais sedutores, e outras apostando na exclusividade de estilo. Embora esse ajuste não seja fácil, parece que a maioria das que escolheram esse caminho está alcançando seus objetivos.

Uma das iniciativas mais interessantes para impulsionar essas marcas é agregar valor conceitual ao seu produto. Assim, na atual temporada de lançamentos de verão para o atacado, investimentos fortes foram feitos na elaboração de campanhas sofisticadas e bem idealizadas, visando mostrar que a qualidade da nossa moda continua a mesma e a conexão com o mercado exigente continua em sintonia e até em expansão.

Dois exemplos disso são as marcas Criss e Lore. Ambas investiram em campanhas com toques internacionais, com a Criss emprestando aos seus modelos um clima de Califórnia Girl (nome da coleção) e a Lore buscando o colorido de Cartagena, na Colômbia, para inspirar as novidades e servir de cenário para fotografar a campanha.

O resultado dessas produções, feitas pela Imago Design, de Rick Cavalcante, merece aplausos. Além de garantir a boa imagem da moda feita em Minas, esses trabalhos também contribuem para diferenciar nossa posição no mercado fashion, cada vez mais disputado.

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VAIVÉM
* A turma da Frente da Moda Mineira, em Beagá, está fazendo uma enquete para saber quais as melhores datas para estabelecer um calendário oficial da nossa moda. Tudo via internet. Uma boa iniciativa. ***

* O vaivém foi intenso na Feira de Calçados de Nova Serrana, a Fenova, no mês de agosto. Visitantes de todo o país e também estrangeiros visitaram os estandes. E o prefeito Eusébio Rodrigues Lago acaba de estabelecer uma parceria com a Associação Profissional dos Contabilistas, presidida por José Maria Scaldini Garcia, para a construção da sede da entidade. ***

* Tudo o que falamos aqui sobre ‘moda é gestão’ parece confirmado pelas publicações especializadas. O site inglês Business of Fashion (BoF) mostrou, em artigo recente, que os dirigentes (CEOs) são, agora, as grandes estrelas das grifes de moda, e não mais os estilistas. Afirmação corajosa, mas verdadeira, pelo menos nas grandes marcas mundiais.

* O pioneirismo da modelo trans Lhéa T., que desfilou para marcas importantes e é a imagem atual da Pantene e da M.A.C., acabou fazendo escola. Agora, além da Victoria’s Secret ter uma trans - a brasileira Valentina Sampaio - entre suas estonteantes modelos, a Chanel escolheu uma delas - Teddy Quinlivan - para se a estrela da sua nova campanha.

* A moda entrou na reunião do G7, encontro de lideres dos países ricos em Biarritz, França, mas o assunto passou quase batido, em razão do fogaréu da Amazônia que ofuscou o restante da agenda. A ideia inicial era debater a sustentabilidade na indústria de moda mundial com as maiores empresas do setor. Vamos aguardar os desdobramentos disso. ***

PONTO FINAL - Com a recessão batendo às portas das maiores economias do mundo, as marcas de moda refazem seus planos e se arriscam onde quer que seja para garantir vendas. Um exemplo é a francesa Balmain, que abriu loja nova em São Paulo quando a maioria das suas congêneres fez exatamente o contrário. Dizem que ela está acreditando na retomada do crescimento brasileiro. O mercado tem razões que a emoção desconhece.
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