Relatório destaca pontos que necessitam de melhorias na BR-381, dentro do Vale do Aço

O documento destaca que em um período de três décadas, este trecho da rodovia deverá entrar em colapso, caso alguns fatores não sejam avaliados

Wôlmer Ezequiel


O documento alerta que em três décadas trecho urbano da rodovia pode entrar em colapso, caso alguns fatores não sejam avaliados

Relatório referente ao trecho da BR-381 no Vale do Aço, elaborado pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), foi entregue para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no processo de consulta pública da concessão da rodovia BR-381. O documento destaca que em um período de três décadas, este trecho da rodovia deverá entrar em colapso, caso alguns fatores não sejam avaliados.

O objetivo do relatório é apresentar para a ANTT, bem como ao Governo Federal, as principais necessidades de intervenção no segmento da rodovia que corta os municípios de Periquito, Naque, Belo Oriente, Santana do Paraíso, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Jaguaraçu e Antônio Dias.

Uma das principais análises do relatório foi o fluxo de veículos que circulam na via dentro do município de Ipatinga. Com o intuito de analisar este fluxo, foram extraídos dados sobre contagem de veículos de radares do DNIT, do ano de 2015 a 2019, no trecho do KM 250,53 até o KM 248,99. A contagem dos veículos coletada representa todos os veículos que circulam dentro da RMVA, sendo levados em conta os veículos que estão em viagem, assim como os veículos que circulam somente dentro da região.

De acordo com o diagnóstico realizado pela Agência de Desenvolvimento da RMVA, o nível de serviço deste trecho da via, isto é, a quantidade de veículo que a rodovia suporta por um determinado tempo, está próximo ao nível E. O analista em Mobilidade Urbana da Agência, Ricardo Duarte Sebbe, ressalta quais são as características das rodovias neste nível.

“O nível E é caracterizado pela operação próxima à capacidade. As densidades variam, dependendo da velocidade de fluxo livre. Os veículos operam com o mínimo de espaçamento para manter o fluxo uniforme. Eventuais distúrbios, como acidentes de trânsito ou algum bloqueio temporário, não podem ser absorvidos rapidamente, provocando a formação de filas e levando o nível de serviço para o nível F, que é o fluxo forçado ou em colapso. Portanto, as condições da BR-381 na RMVA necessitam ser pensadas o quanto antes”, explica Ricardo.

O relatório aponta que dentro de 30 anos, a frota de veículos da RMVA deve ter um crescimento de 69%, aproximadamente. Com isso, todos os pontos do trecho que hoje se encontram entre os níveis D e E, provavelmente atingirão o nível F na maior parte do tempo. Portanto, o documento indica que é necessário defender a ampliação da capacidade de fluxo da via. Porém a melhor forma para esta ampliação deverá passar por estudo, já que existem alternativas como aumentar a velocidade permitida, construção de via suspensa ou de um novo contorno rodoviário.

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Comentários

Ademir Matos 04 de Setembro, 2019 | 20:41
É necessario a duplicação com urgencia, nao podem parar com as obras que esrao sendo feitas.
Cid 04 de Setembro, 2019 | 17:58
Acesso ao Shopping do Vale do Aço e sua respectiva saída na BR381 pela faixa de circulação da esquerda é algo grotesco. Os motoristas costumam "pilotar" nesse trecho, colocando em risco aqueles que entram e saem do shopping.

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