Independência ou Morte!

Imperador montava uma mula ao dar o grito de liberdade

A situação política tinha atingido um nível de tensão insuportável, pela radicalização das posições em Portugal e as agitações que se espalhavam pelo Brasil. D. Pedro, temendo perder o controle da situação, decidiu ir a São Paulo para renovar o apoio da província a sua política, deixando a Regência do Brasil com a esposa, D. Leopoldina Josepha de Habsburgo.

Inúmeras cartas chegavam de Lisboa exigindo o retorno de D. Pedro, até que vieram ordens acompanhadas de ameaças de fazê-las cumprir pela força.

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?Independência ou Morte!?, de Pedro Américo, é uma pintura de 1888 que retrata de forma fantasiosa a Independência do Brasil
Com o ministério reunido, D. Leopoldina e José Bonifácio decidiram avisar o príncipe. Ela escreveu ao marido alertando que “medidas água morna” só iriam piorar a crise com o Reino, enquanto José Bonifácio organizava estratégias de defesa militar.

Os despachos de Lisboa acompanhavam as cartas que encontraram D. Pedro no caminho de volta, ainda em São Paulo, levadas pelo sargento-mor de milícia Antônio Ramis Cordeiro e pelo mensageiro Paulo Bregaro.

Num breve repouso, antes de seguir para o Rio de Janeiro, D. Pedro leu as cartas e entendeu que só tinha duas saídas: voltar para Portugal e submeter-se às Cortes ou romper com elas, cortando laços de três séculos.

Para testemunhar sua escolha ele reuniu a guarda de honra, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o secretário Luís Saldanha da Gama, o secretário particular Francisco Gomes da Silva, o major Francisco de Castro Canto e Melo e os criados João Carlota e João Carvalho e, às 16h30 do dia 7 de setembro de 1822, proclamou a Independência do Brasil.

Ao contrário de todo romantismo a respeito deste ato, D. Pedro não usava trajes de gala na ocasião, tampouco montava um magnífico cavalo. Vestia, sim, trajes sujos de viagem e era transportado por uma mula.
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