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Empresa informou que dentre as iniciativas está a instalação de rede de monitoramento de partículas sedimentáveis
Ações para reduzir o “pó preto”, comumente visto em Ipatinga, serão tomadas pela Usiminas. Em acordo firmado com o Ministério Público e Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), a empresa informou que irá implantar novas ações para quantificar e qualificar o material sedimentável e definir ações de mitigação. Dentre as iniciativas, está a instalação de rede de monitoramento de partículas sedimentáveis, cujos detalhes técnicos e operacionais já estão em discussão com as autoridades.
Procurada pelo Diário do Aço, a Usiminas esclareceu que segue todas as normas previstas na Legislação Ambiental e que já havia acordado com o MP e FEAM, no dia 1º de agosto. “Como medida adicional, a Usiminas iniciará teste-piloto com canhões de névoa, objetivando conter material em suspensão antes que ocorra a dispersão para fora dos limites da empresa. A companhia informa, ainda, que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo MP destina-se exclusivamente à forma de adoção das medidas de monitoramento, ainda em análise pela empresa, e não se configura descumprimento de normas da legislação”, destacou a empresa por meio de nota.
Reunião definiuNa sexta-feira (23), o Ministério Público apresentou, durante reunião com representante do jurídico da Usiminas, a proposta de um TAC, com cláusulas prevendo medidas para a diminuição da emissão de partículas sedimentáveis, o chamado pó preto, pela empresa. Caso assine o documento, a Usiminas deverá comprovar a redução nos indicadores do poluente no município.
O promotor de Justiça Francisco Ângelo, que colabora junto à promotoria de Meio Ambiente no caso, explicou que, atualmente, já existe uma rede de monitoramento com estações e placares, mas não tem relação com o pó preto. “Mas sim poluentes finos e a gases, que são monitorados por uma empresa e a Usiminas custeia. A FEAM faz a visualização das estações, no que diz respeito à qualidade do ar. As partículas grossas, e aí temos o pó preto, que chamamos de precipitável, porque não fica em suspensão no ar. A partícula preta cai e você vê no chão”, detalhou.
O MP informou que, na reunião de sexta-feira, independentemente da aceitação do TAC, a Usiminas já se comprometeu a implementar a rede de monitoramento específica. O MP informou, porém, haver uma pendência quanto à definição do método a ser utilizado. A Usiminas comprometeu-se a apresentar previsão de instalação da rede de monitoramento para partículas sedimentáveis em até 20 dias.