Clima positivo

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
Diante do penúltimo colocado, o CSA, em Maceió, o Cruzeiro tem a chance de se desgrudar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, caso vença a segunda partida consecutiva sob o comando do técnico Rogério Ceni.
A vitória na última rodada sobre o líder Santos, coincidindo com a chegada de Ceni, mudou para melhor o ambiente na Toca II, fato que abriu oportunidades para novos jogadores, além de tirar alguns dos chamados ‘medalhões’ da sua zona de conforto.

O lateral-esquerdo Dodô, contratado no início do ano, além da dupla de zaga formada pelos jovens Cacá e Fabrício Bruno, ambos revelados na base do clube, são bons exemplos desta situação, o que é comum no futebol quando há troca de treinadores.

Já o artilheiro Fred, jogando contra o Santos, quebrou um longo jejum sem balançar as redes adversárias, enquanto outro ‘medalhão’, Thiago Neves, jogando mais recuado, foi considerado o melhor em campo, além de ter feito um belo gol em assistência do companheiro.

A tendência é que a mesma escalação da vitória sobre o Santos seja repetida hoje, contra o CSA, dando ênfase ao que disse Rogério Ceni, na sua primeira entrevista coletiva: “Vai jogar quem merecer e estiver melhor, independentemente do nome e da idade”.

Vida difícil
A Copa Sul-Americana virou prioridade para o Atlético, depois de ter sido esnobada ano passado pelo atual presidente, Sérgio Sette Câmara, que chamou a competição de “segunda divisão” do continente.

Tanto é que, ontem, contra o Bahia, no Estádio Independência, pelo Brasileirão, a maioria dos titulares foi poupada para a decisão da próxima terça-feira (27), contra o La Equidad, na Colômbia, que vai indicar o classificado para enfrentar o argentino Colón, pela semifinal da competição continental.

O alvinegro perdeu a grande chance de golear o adversário e resolver a situação em casa, no jogo de ida da última terça-feira (20), no Estádio Independência, mas seus atacantes abusaram do direito de perder gols, inclusive um pênalti, fato que agora poderá lhes custar muito caro.

Caso não faça uma boa partida em Bogotá, para ao menos arranjar um empate contra o modestíssimo La Equidad, o sonho de conquistar a Sul-Americana pela primeira vez ficará para trás, frustrando novamente a sua torcida.

FIM DE PAPO

• A decadência do futebol brasileiro, onde a maioria dos clubes está falida há bastante tempo, desceu mais um degrau com o vexame dado pela diretoria do Figueirense, que não paga há vários meses os salários e direitos de imagem aos jogadores. Numa atitude corajosa, eles se recusaram a entrar em campo para disputar a partida contra o Cuiabá, pela Série B nacional, gerando um W x O com a perda de pontos do time catarinense.

• Também na semana passada, mas sem a mesma repercussão, situação semelhante foi registrada quando os jogadores do Pirapora também decidiram não entrar em campo para enfrentar a equipe do Mamoré, pela terceira divisão mineira, pelo mesmo motivo: falta de recebimento dos salários. E isso foi logo na primeira rodada. Como sempre, as federações e a CBF, entidades que mais lucram com o futebol, emudeceram, ao invés de tomar medidas para evitar que tais absurdos aconteçam.

• Se estivesse entre nós, um dos fundadores do Grupo Vanguarda e Rádio Itatiaia/BH, o saudoso radialista Ulisses Nascimento, certamente ficaria surpreso ao saber que a Globo decidiu mudar sua programação habitual, mesmo que apenas em dois estados, para acomodar a transmissão da semifinal da Copa do Brasil, entre Athletico-PR e Grêmio, no dia 4 de setembro.

As praças do Rio Grande do Sul e Paraná terão transmissão ao vivo do jogo pela TV aberta, em horário pouco comum, às 19h. Na sequência, a Globo exibirá Inter x Cruzeiro, às 21h30, em rede nacional. Por conta disso, paranaenses e gaúchos deixarão de assistir, além do noticiário regional, as novelas “Bom Sucesso” e “A Dona do Pedaço”.

• Extremamente exigente com a qualidade da programação das emissoras do Grupo Vanguarda, do qual foi um dos fundadores e diretor superintendente por décadas, o saudoso Ulisses do Nascimento, um intransigente defensor da manutenção dos horários e da programação, gostava de citar a Globo como exemplo a ser copiado e seguido.

Certa vez, em nome de uma folga no feriado de semana santa, fui até ele e pedi autorização para não ir ao ar com o Jornal de Vanguarda, noticioso apresentado de 7 às 8h, numa sexta-feira da Paixão. A resposta foi uma lição de profissionalismo e de vida que jamais esquecerei: - “Pode sim, Fernando, desde que a Globo também tire do ar o ‘Jornal Nacional’ e coloque no lugar um filme sobre a vida assexuada das abelhas”. (Fecha o pano!)
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