Incêndio em encosta próxima à Usipa é registrado em Ipatinga

Mesmo com as ações de combate, na manhã desta terça-feira, as chamas desse incêndio se espalharam, por meio do vento, para o outro lado da encosta

Fotos: Wôlmer Ezequiel


Equipes de brigadistas e do Corpo de Bombeiros atuaram no combate ao incêndio florestal durante boa parte desta terça-feira

Mais um incêndio foi registrado na região do Vale do Aço durante esse Inverno, que é marcado por clima bastante seco e com poucas chuvas. Na manhã desta terça-feira (20), teve início uma queimada em uma encosta próxima à Usipa. Equipes de brigadistas da Usiminas e do Corpo de Bombeiros foram ao local para tentar combater o incêndio e evitar que se espalhasse pela mata.

Conforme apurado pelo Diário do Aço, no local, um incêndio florestal, com causas desconhecidas, também foi registrado na segunda-feira (19) na mesma encosta, porém, do outro lado, que fica localizado no bairro Mangueiras, em Coronel Fabriciano. Mesmo com as ações de combate, na manhã desta terça-feira, as chamas desse incêndio se espalharam, por meio do vento, para o outro lado da encosta, que fica de frente para a Usipa, em Ipatinga, e que pertence à Usiminas.

Ao longo do dia, foram realizadas várias ações de combate ao incêndio pelas equipes de brigadistas da Usiminas e dos bombeiros militares. Os profissionais também contaram com uma viatura Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS) e caminhão-pipa. Mesmo assim, boa parte da vegetação da encosta foi consumida pelas chamas.

Segundo os bombeiros que atuavam no local, uma das preocupações era a fumaça gerada pela queimada, que poderia atrapalhar a visão dos motoristas que tragavam pelo morro da Usipa, local marcado por diversos acidentes de trânsito.

Balanço

Conforme os dados do Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) e dos Registros de Ocorrências, o número de queimadas desse ano quase dobrou em relação ao ano passado. Entre janeiro e junho de 2018, houve 147 ocorrências dentro da comarca do 11º Batalhão de Bombeiros de Ipatinga. Já entre janeiro e junho desse ano, foram registrados 272 casos de incêndios florestais.

Em Minas Gerais, nesse mesmo período de 2018, houve 1.518 ocorrências. Enquanto nesse ano, foram registrados, nesse mesmo intervalo de meses, 2.279 ocorrências, tendo um aumento de 32,04% no estado.

Crime

Realizar queimadas sem autorização é considerado crime. No âmbito federal, três leis e um decreto norteiam a proibição do fogo em vegetações. A Lei de Crimes Ambientais, sancionada em 1998, por exemplo, prevê penas severas para danos gerados por incêndios florestais. Ela estabelece que o ato de provocar uma queimada é passível de pena de dois a quatro anos de reclusão e multa de R$ 3.489,64. Se o ato não for intencional, é caracterizado como culposo, mas ainda com pena de seis meses a um ano, além da multa.

O Código Florestal estabelece que o uso do fogo em vegetações é expressamente proibido. No entanto, o texto apresenta os casos em que as queimadas podem ser autorizadas. Por fim, o Código Penal, em seu artigo 250, classifica como crime o ato de “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem”. A pena, que é de três a seis anos de reclusão e multa, pode ser aumentada em um terço se o incêndio ocorrer em lavoura, pastagem, mata ou floresta.

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