Estratégias Proativas de Gerenciamento

Luiz Antônio Fagundes *

Na nova era, o mundo globalizado fará a seleção natural entre capazes e curiosos. Só os capazes sobreviverão. E há pessoas e organizações que teimam em administrar dinossauros, insistem em manter uma empresa, mesmo não possuindo um negócio. Estas pessoas e organizações estão com os dias contados. São saudáveis e têm vida longa as empresas que possuem um negócio diferente, predominante e notório, com estratégias proativas de gerenciamento bem definidas, cujas metas contemplam interesses equilibrados de proprietários, funcionários e clientes. Os proprietários fixam preços justos, baseados na utilidade e qualidade, oferecem produtos e serviços que o mercado pediu, trabalham o foco do cliente, funcionários são recursos e não custos, não possuem mão de obra, mas talentos e patrimônio intelectual com os quais estabelecem objetivos e dividem sucessos e insucessos. Os funcionários formam um time com ações sincronizadas, cumprem metas, responsabilidades produtivas e não horário, assumem atribuições uma depois da outra, vibram com o crescimento da organização porque crescem juntos, são responsáveis pela manutenção e continuidade do emprego, perpetuando a organização, estão liberados para pensar, criar e sugerir, zelando pelos clientes. Os clientes são leais, parceiros, indicam novos caminhos, produtos e serviços, divulgam a organização, fazem o negócio crescer e perenizar.

Ter uma empresa até que não é difícil, raro, lucrativo e duradouro é ter um negócio. A empresa é uma ficção legal, sua criação só depende da iniciativa formal de uma pessoal física que deseja tornar-se também, uma pessoa jurídica. Ter um negócio é muito melhor que ter uma empresa. É o negócio que faz nascer à empresa e não o contrário.
Ter um negócio é possuir o ‘domínio’ de mercado, é comercializar produtos e serviços que pessoas e organizações conhecem e desejam adquirir, sem excessivo esforço de marketing. Negócio geralmente requer menos investimento e concorre com baixo risco de insucesso.

Os negócios nascem de líderes empreendedores que possuem capacidade para farejar oportunidades e ocasiões, sintetizam os desejos do mercado, reúnem recursos e transformam sonhos em realidade, consistente, duradoura e crescente, fazendo o futuro com ações no presente.

O sucesso continuado de um negócio requer estratégias proativas, sincronizadas com o meio e sustentadas por uma dinâmica reativa, capaz de entender espontaneamente as oscilações de mercado, incorporando novas diretrizes e indicadores suportáveis de competição.

Um bom negócio flui como uma navegação serena e não mediante remadas forçadas. Um bom negócio é puxado pelo mercado e não empurrado pelo excesso de mídia, exigente esforço físico, fadiga mental e grande aporte financeiro. As estratégias proativas de um negócio se apoiam nos seguintes pilares de sustentação:

- Local de fácil acesso, instalações confortáveis e respeito às diferenças individuais.
- Mix de produtos e serviços compatíveis com a demanda e a cultura local.
- Estratégias de relacionamento do tipo ganha-ganha com colaboradores, clientes e fornecedores.
- Preço justo, priorizando o giro e o ganho em cascata proveniente da repetição.
- Capacidade de reaprender comportamentos, reinventar procedimentos e adaptar-se.
- Visão de mercado atual, prospecção do amanhã e respeito ao meio ambiente.
- Respeito às legislações e apoio a projetos de cunho social.
- Investimento em oportunidades, não alimentando problemas.

Contudo, a implantação de estratégias proativas de forma isolada não é garantia de sucesso. É imprescindível monitorar o comportamento de mercado em relação aos produtos e serviços oferecidos pela empresa. A empresa deve observar se o cliente está enxergando e valorizando os benefícios derivados das estratégias propostas. A proposta de uma estratégia proativa é justamente agir espontânea e instantaneamente, avalizando ou redirecionando as ações iniciais em função da resposta do mercado foco. O feedback pode ser obtido por feeling, pesquisa de mercado e outras ferramentas do gênero.

* Escritor, consultor em planejamento empresarial, sistemas de produção, gestão pública, logística de movimentação e suprimentos, leciona em cursos de graduação e pós-graduação no Unileste.
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