Uanderson Basílio, o Kuanga, assume vaga na Câmara de Naque

Em seu juramento, o vereador agradeceu a Deus e familiares, colegas de bancada, Mesa Diretora e a todos os presentes

Divulgação


Solenidade de posse foi realizada na manhã de quinta-feira (8)

Em sessão extraordinária ocorrida na manhã desta quinta-feira (8), na Câmara de Naque, o suplente Uanderson Basílio de Araújo Pereira (PSDC), o Kuanga, assumiu de forma provisória a cadeira antes ocupada por Marcos Alves de Lima, o Marquinho do Depósito (PSDC). O cargo estava vago desde a prisão de Marquinho, no mês de julho, por ter assassinado o então prefeito, Hélio Pinto de Carvalho (PSDB), o Hélio da Fazendinha, a tiros.

A Mesa Diretora deu a posse a Kuanga de forma provisória, uma vez que, ao completar três reuniões ordinárias sem a presença de Marquinho do Depósito, este perderia, automaticamente, sua vaga. O que também poderia ocorrer em caso de condenação judicial. Apesar disso, o vereador Elias Tomaz (PSB) já pediu ao jurídico da Casa tal afastamento.
“Eu solicitei que sejam tomadas as medidas cabíveis para sua cassação, por quebra de decoro parlamentar e Kuanga tome posse de maneira definitiva. Acredito que até a próxima sessão ordinária tenhamos andamento sobre isso. O procedimento é criar uma Comissão Processante, daí o pedido é avaliado em plenário”, disse. A posse de Kuanga ainda não havia ocorrido em razão do período de recesso do Legislativo de Naque, ocorrido em julho e encerrado no início de agosto.

Em seu juramento, o vereador agradeceu a Deus e familiares, colegas de bancada, Mesa Diretora e a todos os presentes. “Estou assumindo meu mandato como vereador em razão das circunstâncias que todos têm conhecimento. Não era meu desejo assumir nessas condições, mas prometo exercer o cargo da melhor forma possível e me coloco a serviço do povo”, assegurou Kuanga. Recentemente, o suplente havia dito que iria requerer a cassação de Marquuinho, o que não foi preciso.

Crime
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte de Hélio Pinto de Carvalho. O vereador Marcos Alves de Lima foi indiciado por homicídio qualificado - impossibilidade de defesa da vítima, motivo fútil e premeditação. As investigações apontaram que a motivação do crime seria uma disputa por divisas do terreno de Marquinho. No dia 23 de julho, a PCMG realizou a reconstituição do crime, o que permitiu a rápida conclusão das investigações. O prefeito foi assassinado a tiros no dia 13 de julho, manhã de um sábado, na cidade de Naque. Com a morte de Hélio da Fazendinha, Fernando da Costa Silva (Pros) assumiu o cargo de prefeito, em solenidade ocorrida no dia 17 de julho.
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