04 de agosto, de 2019 | 10:00
Suplente de Marquinho do Depósito deve assumir vaga na terça-feira
A mudança ainda não foi feita em razão do período de recesso do Legislativo de Naque, no mês de julho, e encerrado em agosto
Uanderson Basílio de Araújo Pereira (PSDC), o Kuanga, deve assumir uma cadeira na Câmara de Naque, nessa semana que se inicia. Ele é suplente de Marcos Alves de Lima (PSDC), o Marquinho do Depósito, que está preso desde o mês passado por ter assassinado o então prefeito, Hélio Pinto de Carvalho (PSDB), o Hélio da Fazendinha, a tiros.
Em conversa com o Diário do Aço, por telefone, Kuanga explicou que, inicialmente, tomaria posse na primeira reunião, que ocorre na segunda-feira (5). Porém, vou assinar uma convocação, para depois, em uma reunião extraordinária, assumir como suplente. Não vou pedir a cassação de Marquinho, porque minha posse definitiva será em breve. Isso porque ele está preso e, consequentemente, irá faltar a três reuniões, perdendo, assim, sua cadeira”, detalhou Kuanga.
Conforme regimento interno da Casa, dentre as previsões de perda do mandato, está a ausência a três reuniões. Deste modo, poderá ser feito o pedido por meio de ofício, pela Mesa Diretora. A mudança ainda não foi feita em razão do período de recesso do Legislativo de Naque, no mês de julho, e encerrado em agosto. Agora, os trabalhos serão retomados, assim como a alteração de parlamentares, obedecendo ao documento.
No dia 17 de julho, quando Fernando da Costa Silva (Pros) assumiu o cargo de prefeito em Naque, no lugar de Hélio da Fazendinha, o procurador do município, Delone Canedo, informou que, caso o suplente não requeresse a cassação, após confirmação de três ausências em reuniões, poderia ser feito o pedido por meio de ofício, pela Mesa Diretora. Dentre outros motivos, pela quebra de decoro parlamentar.
Inquérito
Na quinta-feira (1), a Polícia Civil anunciou a conclusão do inquérito que apura a morte de Hélio Pinto de Carvalho, O Hélio da Fazendinha, de 55 anos. O vereador Marcos Alves de Lima, o Marquinho do Depósito, de 56 anos, foi indiciado por homicídio qualificado - impossibilidade de defesa da vítima, motivo fútil e premeditação. As investigações apontaram que a motivação do crime seria uma disputa por divisas do terreno de Marcos Alves. No dia 23 de julho, a PC realizou a reconstituição do crime, o que permitiu a rápida conclusão das investigações, conforme informou a assessoria da polícia. O prefeito foi atingido a tiros no dia 13 de julho, manhã de um sábado, em Naque.
Crime
Hélio chegou a ser socorrido ainda com vida e encaminhado ao hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, mas não resistiu e morreu. Após atirar no prefeito o vereador fugiu para Governador Valadares, onde foi preso e confessou o crime. Após audiência de custódia, na Justiça em Valadares, no domingo (15) foi liberado para responder em liberdade. Entretanto, Marquinho viajou para Vitória (ES), teve pedida sua prisão preventiva e preso novamente no dia 16. Desde o dia 19 está recolhido ao presídio de Açucena, à disposição da Justiça.
O delegado que presidiu o inquérito já concluído e encaminhado à Justiça, João Luiz Martins Barbosa, afirmou em entrevista na sexta-feira (2), que a tese de legítima defesa, alegada pelo vereador, no dia em que foi preso, não se sustenta. O delegado afirma que os depoimentos de três testemunhas oculares do crime e a reconstituição feita pela polícia na cena dos fatos, comprovaram que Marcos, desafeto político do prefeito, foi ao local armado, provocou uma briga e descarregou o revólver que portava contra o prefeito. Marcos tinha apenas a licença para posse da arma e não poderia portar o revólver.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















