26 de julho, de 2019 | 10:00
Ipatinga custeará estudo para destinação do resíduo sólido da região
Secom-PMI
Estudo de viabilidade visa encontrar a melhor alternativa para atender as dez cidades do Leste de Minas
Estudo de viabilidade visa encontrar a melhor alternativa para atender as dez cidades do Leste de Minas O Executivo de Ipatinga confirmou na quinta-feira (25), durante reunião do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA), que custeará, por meio do recurso disponibilizado pela Fundação Renova, um estudo de viabilidade que visa buscar a melhor alternativa aos municípios no que diz respeito à gestão de resíduos sólidos. O projeto, que deve ser executado nos próximos meses, custará aproximadamente R$ 450 mil, informou a administração municipal.
A reunião contou com a presença de seis prefeitos das dez cidades, entre eles Nardyello Rocha, de Ipatinga. Os municípios beneficiados são aqueles cortados pela calha do rio Doce, que foi atingida pelo desastre ecológico ocorrido em 2005, em Mariana. O encontro foi realizado na sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Aço (Consaúde), no bairro Caravelas.
Após o desastre provocado pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a Fundação Renova, como forma de apoiar os municípios que de certa forma foram atingidos com a lama que desceu pelo rio Doce, viabilizou uma reparação econômica especial. Porém, do total do recurso, que somente pode ser investido em saneamento, 90% é para esgoto sanitário e 10% devem ser investidos na área de resíduo sólido. Portanto, o estudo de viabilidade será feito dentro da porcentagem disponível, para pensarmos em uma destinação para o lixo. É uma forma que Ipatinga encontrou para ajudar os demais municípios em busca de uma solução eficiente para esse problema”, explicou a diretora do Departamento de Meio Ambiente de Ipatinga, Núbia Laís Fernandes.
Núbia lembra que no início dos debates a proposta inicial era a criação de um aterro sanitário. Contudo, essa alternativa não seria uma opção viável para todos os municípios. Ipatinga tem contrato com a Vital Engenharia até 2027, e esse contrato garante a destinação do lixo para o aterro deles. Então, não seria interessante para nós destinar parte do nosso recurso para tal. Sem contar que aterro é um gasto eterno. Mesmo se for desativado algum dia, os municípios terão que custear a permanência dele. Portanto, a ideia do estudo de viabilidade é a melhor opção, para que ele aponte uma solução eficaz que atenda todas as cidades envolvidas”, detalhou.
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