Com problema cardíaco, Adilson anuncia aposentadoria

O anúncio foi feito com os companheiros de time ao lado

Reprodução TV Galo


Diagnosticado com uma cardiomiopatia hipertrófica, volante se viu obrigado a encerrar a carreira

Na tarde de sexta-feira, Adilson e Atlético anunciaram, durante coletiva de imprensa na Cidade do Galo, a aposentadoria inesperada e precoce do volante de 32 anos. Afastado dos treinamentos do clube durante esta semana, Adilson foi diagnosticado com cardiomiopatia hipertrófica, uma doença cardíaca identificada durante exame realizado na pausa para a Copa América. O anúncio foi feito com os companheiros de time ao lado. Ao dar a notícia, Adilson se emocionou.

A doença diagnostica em Adilson é a mesma que matou o zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004. “Fizemos uma avaliação agora no meio do ano, na intertemporada, que caracterizou e identificou uma cardiomiopatia, uma doença cardíaca que o impede de seguir como atleta profissional de futebol. Isso foi estabelecido agora.

A partir do momento que se estabeleceu, nossos primeiros cuidados foi discutir com o próprio médico pessoal do atleta e também com uma terceira pessoa, um terceiro profissional, para ouvir a opinião. Houve uma unanimidade sobre a conduta, que decidiu por abreviar, do ponto de vista da continuidade, a carreira do Adilson como atleta de futebol”, explicou Haroldo Aleixo, cardiologista do Atlético. A coletiva contou ainda com a presença do diretor de futebol Rui Costa e do médico Rodrigo Lasmar.


Após o anúncio e explanação da situação do volante, Adilson agradeceu o apoio recebido e disse que continuará trabalhando no clube. “Queria tranquilizar a todos. Estou bem, não tive nenhuma reação física nesse processo todo. Sempre estive muito bem, vinha treinando, me preparando pro clássico. A vida vai seguir, eu vou seguir aqui no dia a dia do clube, o clube já tem manifestado o interesse que eu permaneça aqui no dia a dia, colaborando da melhor maneira possível. Só tenho a agradecer, até então aqui tem sido tudo maravilhoso na minha vida pessoal e esportiva. Minha filha vai nascer dia 22. Tenho muitos motivos pra seguir, pra ser feliz”, falou emocionado o atleta.


O cardiologista do clube apontou que Adilson já tinha "características específicas", que faziam o departamento médico ter um cuidado especial com ele. Entretanto, até o exame realizado durante a Copa América, não havia sido constatada nenhuma anormalidade.

“É uma notícia triste, difícil de dar. Mexe muito com nossa emoção. Mas por mais triste que seja a notícia, ela nos deixa, de certa maneira, confortados, por saber que estamos conseguindo salvar a vida do Adilson. Se ele continuasse com a prática esportiva, isso poderia trazer riscos realmente inaceitáveis para o jogador. Antes do futebol, da carreira do atleta, cuidamos da saúde do jogador”, ressaltou Rodrigo Lasmar.
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