Rock que influencia a vida

Mauro Felippe*

Anualmente, no dia 13 de julho comemora-se o Dia Mundial do Rock. Esta data é uma bela homenagem ao famoso estilo Rock in Roll, que revolucionou a música e o comportamento social, além da cultural jovem na segunda metade do século XX.

Esse gênero musical, composto por indivíduos que são muitas vezes antagônicos, continua com o mesmo propósito original: lutar pela liberdade de expressão usando suas letras tão significantes e geniais. Esse ritmo influenciou, e influencia, diversas pessoas ao redor do mundo, e comigo não foi e não é diferente.

Devo admitir que o Rock sempre me fascinou, desde quando tive o primeiro contato com seus ritmos, o peso dos instrumentos, melodias e letras. A partir disso, as bandas e as músicas viraram as minhas acompanhantes diárias, enquanto descanso, escrevo, viajo e vivo, desde minha adolescência até hoje e assim sempre será! Não é por acaso que, quando escrevo ou descanso, estou com um dos meus aparelhos de som ligado, tocando as minhas bandas favoritas. Sem dúvidas elas se harmonizam com o processo criativo de cada poema e artigo produzido, sem contar com minha vida.

Creio que a música e a criatividade sempre andam juntas. A música é um dos alimentos da alma. Já escrevera sobre este tema, em forma de aforismo, em um dos meus livros. É uma perfeita sintonia daqueles dois elementos extremamente essenciais para a qualidade de um bom trabalho e de uma escrita dinâmica e envolvente. Não saberia viver os meus momentos de ócio criativo sem a música.

O Rock, em sua essência mais pura, é uma combinação harmoniosa de vários elementos, tais como: notas, tons, arranjo, força, sentimento, técnica, entre inúmeros outros. Assim é na poesia também! Sempre devemos procurar inspiração, deixar o sentimento solto, ter melodia e musicalidade em cada verso e estrofe. Desta forma, toca o leitor assim como a música toca a alma de seus ouvintes, profundamente.

O Rock e a Escrita - A imaginação, as palavras de um poema e o som do rock não são uma técnica em si. Não são palpáveis, são essências. O ritmo musical - assim como os de um poema, acredito eu – toca o coração, não só de quem canta ou escreve, mas de quem recebe o conteúdo. Tocam todos os nossos sentidos de uma forma mágica e única.

Indescritível

Diante disso, afirmo: as canções estão ligadas às memórias afetivas, por isso, influenciam diretamente no nosso estado de espírito e ativa funções cerebrais que nos remetem tantos tempos já vividos, tantas lembranças preciosas. A cada som, lembro-me da infância, da juventude, no local exato onde me encontrava...e minha mão desliza pelo papel, prontamente. A maioria dos meus textos ou ideias nasceram ouvindo músicas que me tocaram, no momento, no fundo da alma e do coração.

Por fim, agradeço grandemente os sentidos que me aguçaram e continuam vibrantes. Eu, falar de música neste pequeno espaço seria injusto comigo mesmo. Não há espaço suficiente para descrever a minha ligação principalmente com o Rock de boa qualidade (o Hard Rock, o Progressivo, o Heavy Metal, o Jazz Fusion, etc), sem descartar a MPB clássica, obviamente. Agradeço as bandas de rock que sempre ouvi e que me ajudam – me incentivam a continuar – a escrever, a criar tantos poemas. Então, para finalizar, indico aqui algumas bandas essenciais que são fontes das minhas inspirações mais profundas e dos meus versos mais belos. Não estão na ordem de preferência. Longa vida ao rock n’ roll!

Black Sabbath;
Rush;
Yes;
Genesis;
Iron Maiden;
14 Bis (nacional);
Casa das Máquinas (nacional);
O Terço (nacional);
Ira! (nacional);
Rainbow;
Ufo;
Deep Purple;
Marillion;
Pink Floyd;
Led Zeppelin;
Queen;
Uriah Heep;
Nazareth;
dentre muitas outras que as considero clássicas, atemporais.

* Advogado. Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio

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