Profissionais da Saúde são capacitados sobre acidentes com animais peçonhentos

Os animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e podem introduzi-lo no corpo de uma pessoa por meio de presas, ferrões, cerdas urticantes, entre outros

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Em Ipatinga, os profissionais da Secretaria de Saúde registraram até o momento 115 acidentes causados por picadas de animais peçonhentos

Médicos e enfermeiros - referências técnicas - do Departamento de Vigilância em Saúde, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital Municipal de Ipatinga participaram nesta semana de uma capacitação, nas dependências da Faculdade Única, no bairro Bethânia, sobre a utilização e o armazenamento de soros antivenenos. Os profissionais foram ainda atualizados sobre a importância da notificação adequada de acidentes com animais peçonhentos e as ações de vigilância epidemiológica, visando o diagnóstico e tratamento adequados aos pacientes do SUS.

Promovido por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o evento é realizado num momento em que há uma baixa nos repasses destes soros por parte do governo estadual às Secretarias de Saúde dos municípios mineiros. A capacitação teve a presença de profissionais da Saúde de municípios de toda região do Vale do Aço, informou a administração de Ipatinga.

Os animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e podem introduzi-lo no corpo de uma pessoa por meio de presas, ferrões, cerdas urticantes, entre outros.

Em Ipatinga, os profissionais da Secretaria de Saúde registraram até o momento 115 acidentes causados por picadas de animais peçonhentos. No ano passado, foram 230 notificações. Do total, 118 casos foram por picadas de escorpião, seguido de 67 por picadas de abelhas e 19 por serpentes.

A administração precoce e correta do soro é fundamental para o sucesso do tratamento. Entretanto, a população também deve ficar atenta para evitar complicações. “Em caso de acidente com animal peçonhento, deve-se, no máximo, lavar o local com água e sabão e encaminhar o paciente imediatamente para atendimento médico”, explica a médica infectologista Carmelinda Lobato.

Não é recomendado o uso de torniquetes, garrotes ou qualquer outro procedimento que não seja o realizado pelos serviços de saúde. “Outro dado importante é que cerca de 70% dos acidentes ocorrem na região das pernas e, por isso, é preciso ficar atento para questões como o uso de vestimenta adequada ao fazer atividades em mata alta”, explica a médica.

Notificação adequada
A notificação adequada dos acidentes também foi tema da capacitação. Afinal, todos os casos devem ser notificados por meio de ficha específica, independentemente do animal causador dos acidentes ter sido identificado ou não. A notificação deve ser feita, obrigatoriamente, por médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao paciente. Os soros são distribuídos com base nos dados da ficha de notificação lançada no sistema de notificações.


Cuidados que podem evitar acidentes
-Entre com cuidado em locais que ficaram fechados por muito tempo;
-Sacuda cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis que ficaram no imóvel no período em que ele permaneceu fechado;
-Afaste as camas das paredes e evite pendurar roupas fora dos armários;
-Limpe o interior e os arredores da casa usando luvas, botas e calças compridas;
-Evite o acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção próximos a casa;
-Nunca colocar as mãos em buracos ou frestas;
-Sempre use luvas ao fazer a limpeza de uma casa fechada por muito tempo;
-Caso encontre algum animal peçonhento dentro de casa, afaste-se dele sem assustá-lo e entre em contato com os bombeiros ou com o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade.
-Em regiões de mato alto usar sempre calça comprida e botas;
-Próximo a matas e na beira de estradas, evite deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer;
-Jamais pegue animais peçonhentos com as mãos, mesmo que eles pareçam mortos;
-Manter limpos os locais próximos a residências, calçadas, jardins, quintais, paióis e celeiros.
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