Comércio em Minas Gerais tem o maior recuo do país

A maior queda foi no setor de eletrodomésticos (-20,8%), seguido de móveis (-19,7%) e combustíveis e lubrificantes (- 16,6%)


O comércio varejista mineiro apresentou recuo de 1,5% no volume de vendas de maio em relação a abril (série com ajuste sazonal). Na mesma comparação, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista ficou praticamente estável (-0,1%), com resultados positivos em 16 das 27 Unidades da Federação e destaque para Amapá (8,1%). A maior queda foi no setor de eletrodomésticos (-20,8%), seguido de móveis (-19,7%) e combustíveis e lubrificantes (- 16,6%). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A variação acumulada no ano, de janeiro a maio de 2019, do comércio varejista nacional foi de 0,7%. No total, 16 das 27 Unidades da Federação, apresentaram resultados positivos, com destaque para: Espírito Santo (7,6%), Amapá (7,0%), Santa Catarina (6,9%) e Acre (6,4%). Por outro lado, Piauí (-6,6%), Paraíba (-5,9%) e Minas Gerais (-2,5%) se destacaram pelos resultados negativos.

Tomando-se a variação acumulada em doze meses, observa-se que o indicador do comércio varejista nacional foi de 1,3%, com apenas 7 das Unidades de Federação apresentando indicadores negativos, com destaque para Piauí (-4,5%), Distrito Federal (-3,3%) e Minas Gerais (-2,2%).

Em síntese, o volume de vendas no varejo, em maio de 2019, ficou praticamente estável (-0,1%) frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Assim, o total do comércio varejista encontra-se 7,0% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014. No confronto com maio de 2018, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista avançou 1,0%. A análise pelo indicador semestral evidencia perda de ritmo de 2017 para 2019, com as vendas do varejo saindo de 1,7%, no segundo semestre de 2018, para 0,7% no acumulado para os cinco primeiros meses de 2019, ambos contra iguais períodos do ano anterior.

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com maio de 2018, o aumento a nível nacional de 6,4%, mostrou predomínio de resultados positivos em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Amapá (21,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram três das 27 Unidades da Federação: Piauí (-1,3%), Rio de Janeiro (-0,3%) e Paraíba (-0,1%). Minas Gerais apresentou um acréscimo de 4,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desempenho por ramo de atividade

Em Minas Gerais, as atividades que se destacaram com variações positivas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para o comércio varejista, foram: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,5%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (15,5%) e móveis (8,5%).

No comércio varejista ampliado, tanto o setor de veículos, motocicletas, partes e peças, (45%) quanto o setor de material de construção (10,7%) apresentaram acréscimo. Por outro lado, outros artigos de uso pessoal (-27,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-14,5%) e eletrodomésticos (-10,2%), apresentaram as maiores reduções, em termos de magnitude, quando comparados com o mesmo período do ano anterior.
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