Vereador de Santana do Paraíso é denunciado pelo Gaeco

Investigação concluiu que vereador de Santana do Paraíso também recolhida parte de salários pagos a assessor

Arquivo DA + Reprodução


Vereador Claudinei, o Buchim, foi denunciado em investigação do Gaeco e do MP
Atualizada às 17:14
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) confirma que realizou investigações promovidas de forma conjunta à Promotoria de Justiça de Patrimônio Público de Ipatinga (7ª Promotoria) em desfavor de Claudinei Almeida Lima, o Buchim (Podemos), vereador do município de Santana do Paraíso. Conforme a investigação, ficou concluído que o parlamentar agia, assim como alguns vereadores de Ipatinga, recolhendo parte dos salários dos assessores de gabinete.

O relatório mostra que Buchim “contratou um servidor para assessor de gabinete, no entanto, passou a exigir que esse fizesse a devolução de R$ 1.000 mensal, sob pena de perder o contrato. Os valores eram repassados a uma terceira pessoa em benefício de apoio político. Os repasses ocorreram por seis meses (segundo semestre de 2018)”, confirma o Gaeco.

Em depoimento, o assessor admitiu os repasses a uma terceira pessoa, que por sua vez confirmou que recebia os valores, porém “seria um ajuste entre ela e o assessor”, sem intermediação do vereador. Buchim negou a participação.

Contudo, as investigações foram pela conclusão da participação direta do parlamentar na formação da “caixinha”, após análise de provas objetivas e subjetivas.

O vereador e a pessoa que recebia valores sem as devidas prestações de serviços foram denunciadas pelos promotores do Gaeco, com o promotor de Patrimônio Público. O caso já tramita na Justiça da Comarca de Ipatinga.

Concussão
O vereador responde pelo crime de concussão que, de acordo com o artigo 316 do Código Penal, é praticado quando o agente público, em função do cargo que exerce, exige para si ou outra pessoa vantagem indevida. A penalidade pode ser a reclusão de dois a oito anos e multa. A Câmara também pode abrir um processo para avaliar quebra de decoro e até cassar o mandato do parlamentar.

Sem resposta
Procurado pelo Diário do Aço, na tarde desta quinta-feira (11), Buchim informou que não podia conversar naquele momento por telefone e que iria retornar a ligação. No entanto, até o fechamento desta edição, o parlamentar não se manifestou, nem atendeu mais as chamadas feitas por telefone.

Casos semelhantes
Por causa desse mesmo crime que o vereador Buchim foi denunciado, em Ipatinga são investigados, no âmbito da Operação Dolos do Gaeco, Luiz Márcio (PTC), Masinho (PSC), Paulo Reis (Pros), José Geraldo Andrade (Avante), Rogério Antônio Bento (sem partido), Wanderson Gandra (PSC) e Gilmar Ferreira Lopes, o Gilmarzinho (PTC), além da filha dele, Gilcelia de Oliveira Lopes Daniel, que atuava no gabinete parlamentar do pai mesmo sem ser nomeada. Desses, Andrade foi o único liberado da cadeia após pagamento de fiança e assinatura de um ajustamento de conduta com o Ministério Público para o pagamento de multas. Apenas Masinho e Gilmarzinho ainda não apresentaram pedido de renúncia. E ainda como vereadores, eles estão sujeitos a serem processados pela própria Câmara.
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Comentários

Lei 13 de Julho, 2019 | 08:14
PARABÉNS AO GAECO DE IPATINGA,DEUS ABENÇOE E GUARDE TODOS VOCÊS.
Lei 13 de Julho, 2019 | 08:11
GAECO POR FAVOR INVESTIGA A PREFEITURA NA ÁREA DA SAÚDE,EM ESPECIAL A UBS CIDADE NOVA.
Leoncio Simoes 13 de Julho, 2019 | 07:52
35 partidos cada um pior que o outro
Democracia? Voto obrigatorio?
Programa eleitoral obrigatorio na minha televisao comprado com meu dinheiro,eu pagando pra ser roubado,esta e a politica brasileira.
Angelica 12 de Julho, 2019 | 10:33
Devia investigar todos,vai esvaziar a Câmara.
Barrabas 11 de Julho, 2019 | 15:31
Como as prefeituras da regiao esta enfestada de ratos.no brasil comeca com os vereadores ate presidente da republica .pouco adianta reforma da previdencia se nao combater os ratos da politica.

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