Maquinista vítima de acidente é sepultado em Ipatinga

Gilcimar tinha 38 anos e 10 anos de trabalho na Usiminas

Wôlmer Ezequiel


Sepultamento de Gilcimar foi realizado no fim da tarde de hoje, em Ipatinga

Sob clima de forte comoção, familiares, amigos e colegas de trabalho se despediram no fim da tarde desta segunda-feira (8) do maquinista Gilcimar Borges da Silva, de 38 anos, que morreu na madrugada de domingo (7), em decorrência de ferimentos sofridos em um acidente por volta de 21h30 de sábado, na Usiminas. Ele era casado e deixou esposa e três filhos.

O sepultamento foi realizado por volta de 17h30, no Cemitério Parque Senhora da Paz, no bairro Veneza II, depois do velório que durante todo o dia e recebeu centenas de pessoas, na Igreja Assembleia de Deus, na rua Centáurea, no bairro Esperança.

O acidente do qual Gilcimar saiu com ferimentos graves que o levaram a óbito ainda é apurado na Usiminas. Conforme nota divulgada pela assessoria da empresa, Gilcimar Borges da Silva era maquinista da gerência de transportes da usina em Ipatinga e o acidente, cujas causas ainda são apuradas, ocorreu na noite de sábado (6), na Aciaria 1.

"Durante a realização da atividade de retirada do carro-torpedo, na balança de gusa 2, o empregado sofreu uma queda que ocasionou fraturas. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Márcio Cunha consciente, onde foi submetido a uma cirurgia, mas veio a falecer na madrugada de domingo".

A queda, em questão ocorreu no momento em que ele desceu da locomotiva e caminhava entre duas máquinas torpedos. Por motivos ainda ignorados, caiu em um fosso.

Gilcimar trabalhava na Usiminas havia dez anos. "Neste momento tão difícil, a Usiminas lamenta o ocorrido e presta toda a sua solidariedade e assistência aos familiares amigos e colegas de trabalho", conclui a nota.

Os documentos, aos quais o Diário do Aço teve acesso, apontam que o acidente ocorreu por volta de 21h30 e Gilcimar foi encaminhado para o hospital ainda com vida. Foi submetido à cirurgia, com múltiplas fraturas, mas não resistiu e morreu, conforme o laudo, às 2h30 de domingo.

Em mensagens enviadas no fim de semana, colegas de trabalho e amigos referem-se a Gilcimar como um homem religioso, de muita fé. Era participante da Igreja Assembleia de Deus 3, no bairro Esperança. “O que conforta meu coração é saber que você está ao lado do Pai”, escreveu um dos amigos.

Já publicado:
Trabalhador morre depois de acidente na Usiminas
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Comentários

Alexandre Amorim Ribeiro 09 de Julho, 2019 | 07:31
A notícia mais comum nos últimos tempos envolvendo a usiminas, são acidentes de trabalho, muitos com óbito! Está virando rotina.

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