Hospital de Fabriciano tem planos de expansão

O prefeito fez uma reunião com os secretários e destacou a necessidade de melhorar e fazer mais dentro do município

Wôlmer Ezequiel


Marcos Vinicius concedeu entrevista ao Diário do Aço e falou sobre os desafios do equipamento

“Com o hospital, conseguimos resolver vazio assistencial”, afirma prefeito de Coronel Fabriciano

O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius (PSDB), avaliou o cenário vivido pelo hospital Dr. José Maria Morais, no mês em que completa dois anos de funcionamento da instituição sob gestão do município. A expectativa do prefeito é que até o mês de março do próximo ano, a maternidade seja colocada em funcionamento. O chefe do Executivo destaca, ainda, a importância de ampliar o número de leitos e as salas de bloco cirúrgico. As melhorias são desafios para o prefeito que, recentemente, se viu diante de uma crise na saúde, com pacientes de Caratinga e Timóteo buscando atendimento, em razão da suspensão dos serviços nos municípios.

Em entrevista ao Diário do Aço Marcos Vinicius recorda quando, em abril de 2017, houve um problema contratual e o Estado se viu forçado a romper com a Fundação São Camilo, então mantenedora do hospital. A solução era fechar as portas ou fazer um novo chamamento público, com uma nova empresa. Porém, como o contrato já estava vencido, o município assumiu. “Naquele momento, era um desafio muito grande. Fabriciano não tem recursos para fazer gracinhas. No passado, o hospital tinha fechado suas portas por causa de R$ 80 mil por mês, e o prefeito disse, à época, que não poderia continuar, que estava quebrando a prefeitura. Essa lembrança veio à minha cabeça e, ao mesmo tempo, veio outra imagem: entrei na política por causa do hospital e assumi a responsabilidade”, enfatizou.

O prefeito fez uma reunião com os secretários e destacou a necessidade de melhorar e fazer mais dentro do município. “De cara, ampliamos pediatria, cirurgias ortopédicas e hoje falta apenas a maternidade. O ano de 2018 foi um desastre, a crise do Estado com uma dívida de quase R$ 12 bilhões para os municípios, só para Fabriciano foram R$ 60 milhões. Mesmo assim, matamos no peito e continuamos administrando. Hoje estamos felizes”, afirmou.

Dívida
O município também aderiu ao parcelamento e receberá o valor devido pelo Estado. “Eu, como vice da Associação Mineira de Municípios, fui uma das pessoas que articulou para que esse convênio fosse viabilizado, mesmo a grande maioria sendo contra. Entendemos que era importante que deixasse de reter o que era constitucional e isso vem acontecendo desde abril. O Estado não tem retido mais o que é constitucional. Em Fabriciano não foi reconhecido 100% do valor. Serão pagos em 33 parcelas. As três primeiras são dívida que Romeu Zema tem conosco, referente a janeiro, fevereiro e março, começa a ser paga em janeiro de 2020”, conta Marcos Vinicius.

Atendimentos externos
Com o fechamento do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Caratinga, Coronel Fabriciano recebe pacientes daquele município. A pediatria tem sido atendida no José Maria Morais, assim como a realização de cirurgias ortopédicas, entre outros. “Timóteo também está vindo (com a suspensão dos atendimentos pelo SUS no Vital Brazil), é uma realidade. O governo que entra não é culpado, porque pegou uma dívida muito grande. Mas está começando a pecar em termos de repasses. Em maio, recebemos somente 77% do recurso que deveria vir. Agora, apenas 73% para a instituição e com um agravante: são menos recursos e mais pacientes, provenientes de outros locais. Mas tirando isso, acho que o hospital voltou a trazer a dignidade para Fabriciano. Antes de assumirmos, o cidadão tinha que sair com seu filho para cidades vizinhas. Conseguimos, em um curto espaço de tempo, resolver esse vazio assistencial”, detecta o prefeito.

Recursos
Para gerir o hospital, o município recebe recursos do Estado e da União, que não têm sido pagos em sua totalidade. Em alguns meses, relata o prefeito, foram complementados R$ 1,5 milhão, entretanto, o valor geralmente é de R$ 300 mil. Sobre a dívida com a saúde, o município tem a receber R$ 25 milhões. “Como desafios, temos de fazer no futuro ampliação dos leitos, hoje podemos pensar em mais 60. Além disso, temos que abrir mais duas salas de bloco cirúrgico e fazer a maternidade. Faz mais de nove anos que não nasce uma criança em Fabriciano. É minha meta para o próximo ano. Precisamos de um pronto-socorro novo, pois o atual não serve mais para o volume de atendimento”, frisa Marcos Vinicius.

Sobre receber pacientes de outros locais, o prefeito diz ser um ponto crítico, por criar um caos no fluxo, com mais pessoas na porta, mas com recursos antes pensados apenas para Fabriciano. “Mas já passei por isso, como médico, atendendo em Timóteo e Ipatinga, e vi o sofrimento das pessoas. Nessa lógica, entendo que é necessário ajudar”, salienta.

Maternidade
“Temos aqui equipamentos de ultrassom para garantir os exames, além de ter as consultas. Acompanho a gestante desde o primeiro mês, faço tudo, tenho seu histórico, aí a criança pode nascer na mão de alguém que não conhece nada sobre. Sabemos que um parto malconduzido pode ser um problema. Acredito que o Estado está um pouco resistente, mas devo abrir a maternidade em março, ele querendo ou não, já que eu estou pagando mesmo. O hospital está mantendo aquilo que foi destinado a fazer, que é ajudar a população. Hoje conta com coisas modernas e evoluiu muito, desde os tempos de Siderúrgica”, recorda o Chefe do Executivo.

UPA
A obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está em fase avançada. O prefeito estima que, até o mês de outubro, esteja pronta para inauguração. “A UPA vem para complementar esse serviço do hospital, separar o que é urgência e emergência e colocar dentro do hospital o que é para a área hospitalar”, vislumbra. A UPA do Tipo II ocupa uma área de aproximadamente 1,4 mil m² de construção, com capacidade para atender 250 pacientes dia. O prédio é situado na avenida Maanaim, no bairro Silvio Pereira II e tem custo estimado em R$ 3,7 milhões com recursos do Governo Federal e contrapartida da Prefeitura de Coronel Fabriciano. Também já estão garantidos R$ 800 mil para os equipamentos, conforme divulgado pela administração municipal.
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Comentários

Arthur 09 de Julho, 2019 | 14:31
Melhor administração nas ultimas décadas s/ pingo de dúvida!
Cynthia 09 de Julho, 2019 | 10:07
eu nunca vi na minha vida um prefeito tão cativante, honesto mais pura conhecer o Marcos Vinicius um homem q tem um cuidado com nossas crianças nossos bairros . eu sou mãe e tenho visto nas escolas o amor e o gesto de bondade e honestidade dele . eu votaria sim nele dinovo dinovo pq sei q onde ele passa tem mudanças. gente fácil não ajudar a todos , pq pensa bem se ele ir na casa de casa um e realizar um desejo?pensa na da ne entao se eu ver a melhoria nas escolas e bairros ra ótimo . as minhas filhas tem uniforme tenis caderno lápis mochila pq ele assim q entro na prefeitura de CoronelFabriciano fez mudanças e os outros q passo o q fez??? assim fez com uma mão e tirou com outra. esses e meu ponto de vista
Anedson 09 de Julho, 2019 | 08:34
essa reforma tem que ser feita com muita segurança por que o hospital siderúrgica faliu por causa de uma reforma de apartamento a expansão lá que nunca saiu do papel aí se fizer a reforma tem que ser vista pelo ministério acompanhada pelos vereadores coronel Fabriciano de perto e pela população também se não é mais uma vez a população de Fabriciano pagando o pato acredito capacidade desse Prefeito eu acho que ele quer melhorar a saúde mas tudotem que ser olhado certamente direitinho pra não acontecer o já aconteceu tempos atrás com a outra administração

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