Profissionais da Saúde em Ipatinga participam de capacitação sobre Sífilis

Atualmente, o número de casos é cinco vezes maior se comparado com as notificações de 2014

O aumento gradativo do número de casos de Sífilis, infecção sexualmente transmissível, em todo o país e também em Ipatinga vem chamando a atenção das autoridades de Saúde sobre os riscos e complicações que a enfermidade pode causar.

Em uma investigação realizada pelos profissionais do Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura, o número de adultos contaminados com Sífilis Adquirida cresceu quatro vezes mais de 2014 até hoje. Já sobre Sífilis Congênita, que é a contaminação do feto pela placenta, os números são ainda mais alarmantes. Atualmente, o número de casos é cinco vezes maior se comparado com as notificações de 2014.

Números da doença

Somente nestes seis primeiros meses do ano já foram registradas 164 pessoas infectadas com Sífilis Adquirida, em Ipatinga. Em 2018 foram 376 casos contra 100 em 2014. Na Sífilis Congênita, este ano, 42 crianças já nasceram com a doença. Em 2014, foram 12 casos contra 64 no ano passado.

Nos casos das mulheres grávidas, o aumento também foi grande. O número de infectadas saltou de 19, em 2014, para 90, em 2018. Atualmente é 45 o número de gestantes com a doença no município.

Capacitação de profissionais
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A médica Carmelinda e a enfermeira Carla Mosci ministraram a capacitação de Sífilis para os profissionais da Saúde

Com o objetivo de preparar os profissionais para a abordagem do tema nas Unidades Básicas de Saúde, uma atualização foi realizada pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DEVS) para médicos, enfermeiros, assistentes sociais e gerentes. O evento aconteceu no auditório do Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), no bairro Cidade Nobre, nesta semana. Nos próximos dias 10 e 11, uma nova capacitação será ministrada para todos os Agentes Comunitários de Saúde.

“Precisamos combater a incidência da Sífilis, especialmente em gestantes, minimizando o número de casos em crianças. Nossos munícipes precisam entender que a doença é contraída por meio da atividade sexual desprotegida, ou seja, sem o uso de preservativo, e que existe tratamento e cura”, pontuou a palestrante do evento, a médica infectologista Carmelinda Lobato.

Segundo a enfermeira do DEVS, Carla Lage Barreto Mosci, o encontro serviu também para organizar os protocolos e fluxos de atendimento. “Os Agentes Comunitários de Saúde são os responsáveis pela busca ativa dos pacientes. Já médicos e enfermeiros realizam os testes rápidos, o acompanhamento do pré-natal, anotando as informações clínicas na caderneta da gestante, além do tratamento medicamentoso correto”, explica.
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A enfermeira Greciane Vaz alertou sobre os malefícios da doença, destacando 'tanto a mulher grávida quanto seu parceiro devem fazer o teste VDRL para evitarem a reinfecção'

Participante da capacitação, a enfermeira Greciane Vaz de Lima, da Unidade de Saúde do Bom Jardim I, ressaltou os malefícios que a doença pode causar para gestantes e bebês. “Além de causar malformação no bebê, a Sífilis pode provocar o nascimento prematuro, levando, em outros casos, até ao aborto. A mulher grávida deve fazer durante seu pré-natal o teste VDRL, que detecta se está contaminada com a bactéria. É importante lembrar que o parceiro também deve fazer o tratamento para evitar a reinfecção, por meio do ato sexual. E, por fim, o uso de preservativo é uma forma eficaz na prevenção da doença”, explicou.

Um importante medicamento no tratamento contra a Sífilis é o antibiótico penicilina benzatina (Benzetacil), atualmente administrado pelos profissionais de Enfermagem que atuam em Unidades Básicas de Saúde de Ipatinga.
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