Justiça marca audiência de instrução e julgamento de Wanderson Gandra

O advogado Vinícius Xingó informa que a defesa de Gandra espera que o caso do ex-parlamentar seja conduzido como o dos colegas, que já foram libertados

Wôlmer Ezequiel


Gandra está preso na penitenciária Dênio Moreira de Carvalho desde o dia 20 de fevereiro

A audiência de instrução e julgamento do ex-vereador Wanderson Gandra (PSC) foi marcada para o dia 25 deste mês. As testemunhas começaram a ser convocadas e serão ouvidas pela Justiça, às 13h, no Fórum Valéria Vieira Alves.
Gandra está preso na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, desde o dia 20 de fevereiro. Ele é investigado por praticar atos ilícitos com o dinheiro público, reservado ao pagamento de assessores do gabinete, além de coação de testemunhas e destruição de provas.

Neste caso, somente Gandra e testemunhas deverão ser ouvidas, conforme apurado pelo Diário do Aço, diferentemente da audiência em que foram ouvidos os outros ex-vereadores, no dia 14 de junho. Naquele dia, 11 réus foram chamados a depor, além das testemunhas, que permaneceram no Fórum até a noite, por volta das 21h.

O advogado Vinícius Xingó informa que a defesa de Gandra espera que o caso do ex-parlamentar seja conduzido como o dos colegas, que já foram libertados. "Vamos requerer sim a liberdade provisória, vamos provar sua inocência", assegurou.

No dia 12 de abril, a assessoria jurídica de Gandra apresentou a carta de renúncia ao cargo de vereador, na Câmara de Ipatinga. Além dele, Paulo Reis (Pros), José Geraldo Andrade (Avante) e Antônio Rogério Bento (sem partido) também renunciaram ao cargo. Osimar Barbosa, Masinho (PSC) e Gilmarzinho (PTC) ainda não protocolaram renúncia ao cargo. Luiz Márcio (PTC) perdeu o mandato após decisão da Comissão Processante instaurada na Câmara, que concluiu ter havido quebra de decoro parlamentar. Com exceção de Gandra, Gilmarzinho e Masinho, todos já estão em liberdade provisória, após terem sido ouvidos pela Justiça em audiência de instrução e, no caso de Andrade, ter feito um acordo com o Ministério Público.

Entenda
Foram investigados no âmbito da Operação Dolos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Paulo Reis, José Geraldo Andrade, Antônio Rogério Bento, Luiz Márcio, Osimar Barbosa, o Masinho, Wanderson Gandra e o vereador Gilmar Ferreira Lopes, além da filha dele, Gilcelia de Oliveira Lopes Daniel, que atuava no gabinete do pai mesmo sem ser nomeada. Também está preso o ex-chefe de gabinete Rodrigo Vieira Ramalho (gabinete de Masinho). Ivan Menezes (gabinete de Paulo Reis) foi libertado de forma provisória, na última semana.

Os vereadores, ex-vereadores e assessores são acusados dos crimes de peculato, falsidade ideológica, concussão e lavagem de dinheiro. Alguns deles ainda respondem por ameaças e tentativa de obstrução da Justiça por dificultar as investigações do Gaeco. No último dia 8 de maio, as testemunhas de Luiz Márcio foram ouvidas e negaram qualquer participação em esquema de caixinha ou mesmo de ter conhecimento sobre. Assim como o vereador, que foi ouvido no dia 21 de maio.
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Comentários

Leoncio Simoes 05 de Julho, 2019 | 06:37
EU nao sei porque no brasil ainda existem advogados?sao todos inocentes,especialmente
Politicos,que pais.
O crime no brasil compensa,a velha politica tupiniquim,rouba se muito,devolve se pouco,I quase nao fica preso,isto quando se vai.
Gosto muito da prisao domiciliar kkkk
Povo sofrido(os brasileiros honestos)

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