Em Timóteo, São Camilo anuncia paralisação de atendimentos pelo SUS

O ofício, que chegou para o governo municipal na última terça-feira (2), traz como motivação um débito do Estado de Minas Gerais com a instituição

03/07/2019 às 17:40
Alex Ferreira
Hospital São Camilo/Vital Brazil tem convivido com paralisações

A administração de Timóteo recebeu um comunicado da Fundação São Camilo - Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVB), anunciando a suspensão do contrato para o atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante disso, o serviço deve ser interrompido a partir da próxima segunda-feira (8).

O ofício, que chegou para o governo municipal na última terça-feira (2), traz como motivação um débito do Estado de Minas Gerais com a instituição. Até o fechamento desta edição, as assessorias do Governo de Minas e da Fundação não se manifestaram a respeito da situação.

O comunicado foi uma surpresa, conforme informado pela assessoria de Comunicação do governo de Timóteo. O HMVB só atenderá pelo Protocolo de Manchester as fichas vermelhas e laranjas – emergência e muito urgente.

O município já vivenciou esse quadro anteriormente. Em abril do ano passado, o Diário do Aço noticiou a suspensão do atendimento do Hospital Maternidade Vital Brazil/São Camilo aos pacientes do SUS, também em razão do atraso no repasse das verbas do Governo de Minas para a instituição.

A administração de Timóteo acrescenta que a Superintendência Regional de Saúde, junto com a Secretaria Municipal de Saúde, está elaborando um novo fluxograma de atendimento, para acolher os pacientes que não puderem ser atendidos no Hospital e Maternidade Vital Brazil, no período da paralisação. Também foi encaminhado um ofício ao governo do Estado pedindo providências para a regularização dos repasses.

Atendimentos

A Secretaria de Saúde de Timóteo informou que realiza no Centro de Saúde João Otávio 4,5 mil atendimentos por mês, sendo o convênio pactuado com o Hospital e Maternidade Vital Brazil para o atendimento de 1,5 mil/mês usuário. Mas desde dezembro de 2018, a instituição só realizou a média de 900 atendimentos/mês.

“Lamentavelmente, essa não é a primeira vez que o Hospital e Maternidade Vital Brazil fecha as portas para o atendimento dos usuários do SUS. A saúde pública é um direito do cidadão garantido pela Constituição Federal e não pode ser usada como instrumento de pressão, prejudicando, assim, a população de baixa renda, que é a que mais precisa de atendimento público de saúde”, destaca o posicionamento do governo de Timóteo.

Mais:
Hospital São Camilo/Vital Brazil suspende atendimentos pelo SUS
Últimas notícias
Big Image
{{ modalData.legenda }}