Governo deve apresentar mudanças na reforma da Previdência para atender policiais

Uma das mudanças visa manter a integralidade da pensão por morte para familiares de policiais federais

A liderança do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados informou nessa segunda-feira (24), que serão apresentadas mudanças na proposta de reforma da Previdência para atender pleitos de algumas categorias, como os policiais federais e rodoviários federais.

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, a líder do governo, Joice Hasselmann (PSL-SP), explicou que, mesmo com as modificações, a expectativa do governo é que a economia aos cofres públicos chegue a R$ 1,1 trilhão com a aprovação do texto.

De acordo com Joice, entre as mudanças para os policiais federais e rodoviários federais está a pensão em caso de morte. Na proposta original, a pensão poderia não ser integral, mas será modificada para garantir a integralidade. “A gente atendeu alguns pleitos das categorias policiais dentro do que o governo poderia atender”, disse. Outra modificação que deve ser apresentada, segundo Joice, é no Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com doenças raras, mas com um impacto menor.

Ainda assim, a deputada ressaltou que a economia já alcançou um R$ 1 trilhão, contando com os R$ 200 bilhões que serão economizados a partir da lei de combate às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “No estica e puxa o Rogério Marinho [secretário especial da Previdência e Trabalho] conseguiu fazer uma ampliação da nossa economia, mas tem mais”, disse.

A reunião sobre a tramitação da reforma da Previdência, nesta segunda-feira contou com a presença dos líderes do governo no Congresso, Joice Hasselmann; na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), além dos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes.

Votação

A votação do texto na comissão especial deve ocorrer ainda nesta semana, para que na semana que vem comece a discussão no plenário da Câmara e a votação antes do recesso parlamentar, previsto para iniciar em 18 de julho.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, manifestou a intenção que o parecer seja colocado em votação na comissão ainda nesta semana, mas a oposição quer postergar a análise. Maia disse que trabalha para votar o relatório da reforma na comissão especial na quinta-feira, e até o dia 17 de julho no plenário.

Segundo Joice Hasselmann, as modificações devem aperfeiçoar o texto e dar “uma musculatura maior” para o que o governo garanta o número de votos necessários para a aprovação do texto.

“O Congresso Nacional tem o humor muito sensível, então a gente pode ganhar ou perder votos em uma movimentação pequena. O trabalho ainda continua. Estamos em busca de votos, vai ser número de 10% a 15% maior do que a gente precisa. Estamos trabalhando com uma margem de erro, com um volume maior do que o necessário, para garantir a aprovação [no plenário]”. ( Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Brasília)
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