Redução de juros em financiamentos imobiliários

Momento é apropriado, desde que as pessoas tomem atitudes racionais, aponta gerente da Caixa

Wôlmer Ezequiel


Sonho da casa própria pode estar mais perto, após redução de juros em financiamentos

O momento pode ser bom para quem tem interesse em financiar um imóvel. Isso porque a Caixa Econômica Federal anunciou, recentemente, a redução nas taxas de juros. O gerente Geral da agência do Horto, Bertoldo Klinger Pagy Corrêa, avalia que o cenário é favorável para adquirir bens, desde que as pessoas tomem atitudes racionais e não ponham em risco o equilíbrio financeiro familiar.

Conforme anunciado, o valor mais alto cobrado pelo banco caiu de 11% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) para 9,75% ao ano mais a TR. A taxa mais baixa, paga pelos correntistas ou quem tem algum tipo de relacionamento com a Caixa, passou de 8,75% ao ano mais TR para 8,5% ao ano mais TR. A Caixa concentra cerca de 70% do crédito imobiliário no país.

O gerente destaca que a taxa de juros de financiamento imobiliário não é alta. Porém, como as pessoas adquirem um financiamento para ser pago ao longo de muitos anos, qualquer alteração tem impacto grande no valor total. Ele aponta que as prestações vão diminuindo aos poucos. Se ela já parte de uma taxa menor, o benefício da pessoa é ainda melhor. “Quando estiver no meio do financiamento, vai sentir a diferença. O Brasil passa um momento muito difícil para as pessoas. A Caixa, sensibilizada com isso, entende que tem de ter sua cota de participação, facilitando para que as rendas das pessoas suportem o pagamento. Porque não emprestamos para ver alguém começar a ver o sonho da casa própria e depois ter o pesadelo da insolvência, da dificuldade”, pondera.
Wôlmer Ezequiel


Bertoldo Klinger Pagy Corrêa é gerente Geral da agência da Caixa no Horto, em Ipatinga

Conforme explicou o gerente, a redução dos juros, em média, foi de 1,25% ao ano. “Essa variação depende da fonte de renda, se for servidor público e receber na Caixa tem benefício, se for correntista, tiver relações de fidelização, também terá esses benefícios. Essa variação se dá em razão disso. A procura por financiamento no Vale do Aço é grande. Houve um tempo em que essa demanda esteve encolhida, em razão da dificuldade financeira das pessoas. Vivemos um momento de retomada interessante. Nossa região é muito grande e ainda temos muitas pessoas que não têm imóvel próprio”, aponta Bertoldo.

Minha Casa, Minha Vida

A redução não vale para o Minha Casa, Minha Vida. Bertoldo Klinger pontua que os financiamentos habitacionais estão ligados a basicamente duas fontes de recursos: uma é o fundo de garantia e dentro dela está o Minha Casa, Minha Vida. “Mas essa linha, que a Caixa tirou um valor da taxa de juros, é de recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (Sbpe), que é o dinheiro da poupança. O brasileiro já ouviu muito isso. O direcionamento do recurso captado com a poupança é praticamente todo para a habitação. É um recurso que o banco gerencia por meio das captações de depósito. Qualquer banco pode fazer isso. Esse recurso que a Caixa faz um esforço nesse momento para facilitar a vida do cidadão”, reitera.

Mudanças

O banco unificou as taxas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O SFH é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor e tem parte das unidades financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O SFI é destinado a imóveis com valor acima de R$ 1,5 milhão sem cobertura do FGTS. Por abranger unidades mais caras, tradicionalmente o SFI cobrava juros mais altos que o SFH.

As novas taxas valerão não apenas para a aquisição de imóveis novos, mas também para o financiamento de imóvel usado, a compra de terreno para construção, a construção em terreno próprio, além de ampliações e reformas.
Para Bertoldo Klinger, este é um momento bom para o financiamento, desde que a pessoas tomem atitudes racionais. Ele explica que a Caixa é criteriosa para provar financiamentos, porque o banco não aceita que a pessoa tome decisões que irão ferir o equilíbrio financeiro familiar.

“Por exemplo, não financiamos imóvel para a pessoa pagar uma prestação em valor superior a 30% do seu ganho. Este é um percentual, que em muitos casos, poderia servir para pagar um aluguel. Isso tem que encaixar dentro do equilíbrio de suas finanças domésticas. Se a pessoas estiver fazendo isso dessa forma, é sempre um bom momento, até porque vai morar com a família, usufruindo disso. Já o dinheiro do aluguel não tem volta. Desde que seja uma decisão responsável, é mais do que nunca um bom momento”, conclui.

(Bruna Lage - Repórter)
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