Crescimento anormal de pintas no corpo pode ser sintoma inicial de câncer de pele

No mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele (Junho Preto) veja como identificar a doença

Sabe aquelas pintas de tom escuro, formato meio indefinido, e que ás vezes coça, sangra ou até mesmo se transforma em uma lesão de difícil cicatrização? Pois é, fique em alerta, pois ao mesmo tempo em que estes tipos de sinais podem representar somente um problema estético, também existe a possibilidade de que sejam sintomas de uma doença séria e complexa, como o câncer de pele.

Segundo dados recentes 70% dos casos de câncer de pele se originam a partir de pintas já existentes e 30% dos episódios da doença tem início em pintas que já nasceram com o tumor maligno. Este contexto junto ao caráter silencioso da doença são motivos mais do que suficientes para que as pessoas observem seus corpos, façam o autoexame, e procurem pela avaliação médica, caso identifiquem pintas com as características citadas anteriormente.

De acordo com a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Ana Rosa Magaldi, é de grande importância que as pessoas mantenham o acompanhamento médico de suas pintas. “Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores são as oportunidades de que o tratamento seja efetivo. É necessário que o autoexame seja realizado a cada seis meses”, ressalta.

Ana Rosa explica que o câncer de pele melanoma é caracterizado pelo aparecimento de pintas assimétricas, com mais de uma cor, de bordas irregulares, dimensão superior a 6 mm e que crescem de maneira anormal em um pequeno espaço de tempo. “Tendo origem nas células intituladas melanócitos – que são responsáveis pela produção de melanina no corpo e também têm influência na pigmentação de nossa pele— o melanoma é o tipo menos frequente do câncer de pele, mas é o que tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. As lesões podem atingir a pele, membranas mucosas, olhos e o sistema nervoso central”, aponta.

Com maior propensão a metástase, o melanoma, quando descoberto em sua fase inicial, tem 100% de chance de ser curado. “Dentre as pessoas que têm maior inclinação a desenvolver a enfermidade estão as de pele branca, olhos claros, e que se expõem de forma exacerbada, desprotegida e prolongada ao sol. Entretanto, é preciso deixar claro que este tipo de câncer também pode atingir pessoas de pele negra e áreas do corpo que não são submetidas a uma grande exposição à luz solar”, esclarece.

Nos casos mais comuns da doença também se incluem os pacientes que possuem um grande número de pintas na pele. E ainda devem ser observadas, as pessoas que já presenciaram algum caso na família ou foram afetados pelo câncer anteriormente.

Em geral, o câncer melanoma costuma aparecer entre os 50 e 60 anos de idade, sendo mais frequente em homens devido à recorrente despreocupação dos mesmos com a proteção da pele contra os raios solares. “No entanto, é preciso deixar claro que as mulheres também são afetadas pela doença, e que a proteção e cuidado com a pele deve ser algo comum e rotineiro para os dois sexos. Para se proteger dos raios ultravioletas é recomendável o uso de chapéus, bonés, óculos escuros, camisas e protetores solar e labial, principalmente entre 10h e 16h. Ainda lembro que o filtro solar deve ser usado tanto em dias ensolarados como nos nublados”, aconselha.

O diagnóstico da doença é realizado de forma clínica, por meio de exames de biópsia e dermatoscopia. Já o tratamento do melanoma inclui a cirurgia de retirada do tumor, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, de acordo com o estágio e evolução do caso de cada paciente.
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