Thiago Silva diz que novas vaias são injustas e vê boa partida da Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira chegou a balançar as redes três vezes, mas todos os gols foram anulados, sendo dois deles por interferência do VAR

Lucas Figueiredo/CBF


Os apupos, porém, na visão do zagueiro Thiago Silva, foram injustos

Dois jogos, dois locais diferentes, duas partidas com vaias. Nesta terça-feira, a Seleção Brasileira não conseguiu vencer a Venezuela na Arena Fonte Nova e ouviu vaias da torcia baiana. Os apupos, porém, na visão do zagueiro Thiago Silva, foram injustos.

“Não (foram justas as vaias), ao meu modo de ver. Principalmente porque a Venezuela pouco criou. Toda a segunda bola era nossa, sempre recuperávamos e atacávamos de novo, mas dificilmente dava para acelerar o jogo. As vezes nos precipitamos e perdemos a confiança com o erro. Mas a equipe se comportou bem, quando não faz o gol parece tudo errado”, afirmou.

Na estreia com vitória sobre a Bolívia, no Morumbi, a Seleção foi vaiada ainda no primeiro tempo, e, no restante da partida, o silêncio tomou conta do estádio paulista. Após o duelo, Daniel Alves chegou a alar que esperava um “axé” diferente na Bahia, nesta terça-feira.

“Acredito que, primeiramente, (faltou) um pouco mais de paciência no último passe, mas como um todo, foi um jogo bom da nossa parte. Encontramos uma equipe muito fechada, na área deles, e apara encontrar os passes fica difícil. O Everton entrou muito bem no jogo. Por um detalhe não conseguimos sair com a vitória”, completou.

A Seleção Brasileira chegou a balançar as redes três vezes, mas todos os gols foram anulados, sendo dois deles por interferência do VAR. Ainda assim, os anfitriões são líderes com 4 pontos, à frente do Peru apenas por um gol a mais de saldo. A Venezuela tem dois pontos e a Bolívia nenhum.

O jogo

O povo de Salvador é festivo, mas não a qualquer custo. A Seleção Brasileira que já havia sofrido com a pressão paulistana, nessa terça acabou vaiada pelos baianos. Pior, viu manifestações de “olé” ao toque dos adversários. Tudo porque a equipe de Tite não passou de um 0 a 0 com a Venezuela pela segunda rodada do Grupo A da Copa América.
Lucas Figueiredo/CBF


Brasil tem três gols anulados e só empata com a Venezuela em Salvador

Roberto Firmino foi decisivo de forma negativa. O atacante do Liverpool teve um gol anulado no primeiro tempo e por sua condição irregular a Seleção teve mais dois tentos cancelados pela arbitragem, com auxílio do VAR, na etapa final.

Ainda assim, os anfitriões são líderes com 4 pontos, à frente do Peru apenas por um gol a mais de saldo. A Venezuela tem dois pontos e a Bolívia nenhum.

Primeiro tempo

Como já era de se imaginar, o Brasil partiu para a pressão inicial. A aposta foi pelo lado esquerdo, Em 15 minutos, David Neres recebeu a bola em boa condição dentro da área três vezes. Na melhor delas, errou o alvo.

Richarlison testou o goleiro Fariñez na sequência e o gol parecia questão de tempo, mas Rondón, no contra-ataque, venceu Marquinhos pelo alto e mostrou que a Venezuela não era tão frágil ofensivamente quanto alguns poderiam imaginar.

A posse de bola brasileira chegou a alcançar 77%, Tite trocou Neres e Richarlison de lado, Firmino teve gol anulado (por cometer falta), ou seja, o Brasil tentou de todas as maneiras.

A bola, no entanto, não entrou, as vaias, mesmo que tímidas e não tão efusivas quanto as paulistanas, puderam ser ouvidas com o último apito do árbitro no primeiro tempo.

Segundo tempo

A etapa final começou com Gabriel Jesus no lugar de Richarlison. O atacante do Manchester City foi escalado aberto pela esquerda, diferente do que está acostumado a fazer na Inglaterra.

Pouco depois, Tite chamou Fernandinho e não foi poupado de protestos das arquibancadas. Casemiro, amarelado, deixou o jogo para não correr riscos.

Com o novo cenário, a Seleção seguiu na missão de furar a retranca dos visitantes. E até conseguiu com Jesus, mas pela segunda vez na partida, a frustração sucedeu a euforia por causa de um impedimento de Firmino avaliado com o auxílio do replay.

A Venezuela, sem largar mão de sua proposta, ousou com a entrada de Soteldo. Mas, a Fonte Nova vibrou mesmo foi quando Tite resolveu colocar Everton Cebolinha em campo.

Drama

Os minutos finais foram marcados por uma pressão desordenada do Brasil e atacantes entrando no lado adversário. As vaias já surgiam, a irritação também, quando Coutinho conseguiu estufar as redes e soltar o alívio da garganta dos brasileiros.

O problema é que mais uma vez o VAR entrou em ação e, pela terceira vez, foi responsável por uma frustração generalizada na Fonte Nova. Firmino, de novo, acabou sendo vilão e responsável pela anulação.

Assim, não teve jeito. O Brasil não saiu do empate e, mesmo longe de São Paulo, o placar não foi perdoado pelo público presente.

Tabela

Na próxima rodada, o Brasil recebe o Peru na Arena Corinthians, sábado, às 16h. No mesmo dia e horário, a Venezuela encara a Bolívia.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 18 de junho de 2019, terça-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Christian Scheimann (CHI) e Claudio Ríos (CHI)
Árbitro de Vídeo: Roberto Tobar (CHI)
Cartões amarelos: Casemiro (BRA); Murillo, Figuera (VEN)
Público e Renda: 39.622 pagantes / 2.965 não pagantes / R$ 8.734.480,00

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro (Fernandinho), Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison (Gabriel Jesus), Roberto Firmino e David Neres (Everton Cebolinha)
Técnico: Tite

VENEZUELA: Fariñez, Rosales, Osorio, Villanueva e Hernández; Moreno; Herrera (Soteldo), Rincón, Machis (Figuera) e Murillo; Rondón (Martínez).
Técnico: Rafael Dudamel
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Comentários

Edson 19 de Junho, 2019 | 15:47
Seleção que não agride ninguém não chuta p o gol

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