Briga de usuários de entorpecentes termina em morte na avenida Maanaim

Confusão aconteceu na avenida Maanaim, em Ipatinga, onde ficam moradores de rua e viciados em entorpecentes; vítima não resistiu e morreu

Atualizada às 13h28 de 18/06
Enviada ao Diário do Aço


A vítima caiu cm a faca enfiada nas costas e foi levada ao HMC pelo Samu

O catador de materiais recicláveis, Udenilton Pereira de Souza, de 43 anos, foi preso em flagrante logo após desferir uma facada nas costas de Paulo Otávio Ferreira, de 32 anos. Eles brigaram na noite de segunda-feira (17) na avenida Maanaim próximo da rua Amazonita, entre os bairros Iguaçu e Jardim Panorama. Paulo foi levado ao hospital com a faca encravava nas costas, mas não resistiu e morreu no fim da madrugada desta terça-feira (18).

A equipe do Grupo Especializado de Patrulhamento Moto Ostensiva Rápida (Gepmor) estava em patrulhamento e deparou com Paulo Otávio caído com uma faca cravada nas costas, todo ensaguentado. Uma unidade do Samu foi acionada e, devido a gravidade da situação, a vítima foi encaminhada ao Hospital Márcio Cunha com a faca enfiada no corpo.

Os policiais foram informados que havia o grupo de uma igreja que, de forma voluntária, distribuía alimentos para as pessoas necessitadas. Udenilton se alimentava quando chegou Paulo xingando-o com vários palavrões. Não satisfeito, ele agrediu o catador de recicláveis com um soco no rosto.

Os dois entraram em luta corporal, quando chegou uma terceira pessoa e passou agredir Udenilton. Em desvantagem, o catador sacou uma faca botando os agressores para correr e ainda atingiu um golpe nas costas de Paulo Otávio. A vítima caiu com a arma branca cravada no corpo.

Os militares do Gepmor conseguiram prender Udenilton, que estava nas proximidades. Ele confirmou a versão contada pelas testemunhas e acrescentou que Paulo, nos dias anteriores, furtou seus pertences. “Além de me roubar, ficava me zombando. Já indo embora, quando ele chegou”, comentou o catador ao Diário do Aço.

O local da briga foi periciado pelo perito da Polícia Civil. Udenilton, que também reclamava de dores das agressões sofridas e confirmou ser usuário de crack, foi medicado na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e encaminhado para o plantão da 1ª Delegacia Regional de Ipatinga.

Na madrugada, Paulo Otávio não resistiu e morreu devido ao ferimento grave. A facada atingiu o pulmão e provocou perda de sangue, o que causou a morte da vítima. O corpo foi removido ao Instituto Médico-Legal (IML) para ser necropsiado. Os familiares de Paulo Otávio, que era conhecido como "Ruço", são moradores de Coronel Fabriciano.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Zé Ninguém 19 de Junho, 2019 | 07:38
É indignante perceber que a Manain virou uma CRACOLÂNDIA e ponto de PROSTITUIÇÃO em Ipatinga. O mais engraçado é que a PM sabe quem são os traficantes e não fazem NADA.
Ex Usuario 18 de Junho, 2019 | 18:01
Pode continuar com o trabalho sim igrejas e população que ajuda melhor pedir e ganhar do que roubar. Seu lixo de PALHAÇO SAI FORA DA CIDADE ENTAO
Mauro Souza Gomes 18 de Junho, 2019 | 11:48
Sinceramente .... não entendo como a avenida Manaim como tantas outras fiquem a mercê desses grupos de usuários de drogas tendo como ponto a de distribuição o aglomerado de casas ali localizado, e o serviço deinteligência da polícia militar não desarticula o tráfico ali existente. É uma vergonha como a nossa cidade está sendo tomada de modo assustador por esses usuários sem que autoridade nenhuma faça nada .
Ze Coxinha 18 de Junho, 2019 | 10:45
Credoooo.
Por favor diário do aço tira essa imagem de sangue da reportagem.
Palhaço 18 de Junho, 2019 | 09:06
Entendo que as igrejas e outras religiões querem ajudar, mais no fundo, acho que se forem levar somente a palavra ja esta de bom tamanho, nossa cidade esta sendo invadida por usuários e moradores de rua, e a culpa e nossa mesmo. Semana retrasada ouvi de uns moradores que estavam no centro, que Ipatinga e bom pra pedir, por que o povo da dinheiro. As peças de roupas que são doadas para moradores de rua e que estão em bom estado, eles trocam em drogas ou vendem por mixaria para sustentar o vicio da cachaça, serio, eles fazem isto. Bastam observar próximo ao Pontilhão que liga centro ao Veneza, eles entram para o antigo Cemitério velho, com uma sacola e saem de la sem nada, apenas com uma pedra nas mãos. Vistei um amigo que hoje tem um estabelecimento no local dias atras, e fiquei revoltado, por que o povo ajuda e eles por trás riem. NÃO DEVEMOS DAR ESMOLAS NÃO.

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO