Privatizações da Cemig e Copasa geram divergências na ALMG

Plano de diversificação econômica do governo também divide opinião de parlamentares, em reunião do Assembleia Fiscaliza

Wôlmer Ezequiel


Estação central de tratamento de água da Copasa, em Coronel Fabriciano

Os planos do governador Romeu Zema (Novo) relacionados à privatização de empresas públicas, como a Cemig e a Copasa, e à atração de investidores privados para Minas Gerais dividiram a opinião dos deputados na primeira reunião do Assembleia Fiscaliza desta segunda-feira (17). O secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vitor de Mendonça, apresentou as principais ações da pasta e foi questionado pelos parlamentares.

Participaram da reunião, representantes das Comissões de Assuntos Municipais e Regionalização, de Desenvolvimento Econômico, de Educação, Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O secretário partiu do mesmo ponto que os responsáveis por outras pastas nas reuniões anteriores: o déficit do Estado. Nesse sentido, ele abordou a reorganização da secretaria e citou algumas medidas já adotadas, como a redução de 61% do número de conselheiros das empresas públicas.

Segundo Manoel Mendonça, mesmo com as adversidades, a pasta já teria alcançado a geração de 56 mil vagas de empregos nos primeios quatro meses do ano. O secretário também garantiu que já foram assinados protocolos de intenções que devem atrair R$ 4,8 bilhões para Minas Gerais nos próximos meses, com a implantação de indústrias. O Executivo ainda estaria trabalhando em um projeto de valorização das empresas públicas, para sua venda com maior valor de mercado.

Esse último ponto foi o que mais gerou controvérsias. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) questionou o impacto da perda recente de quatro usinas hidrelétricas, antes pertencentes à Cemig, nos resultados da empresa. O secretário disse que não tinha essa informação, mas garantiu que a capacidade de distribuição de energia pela estatal ainda é menor do que a sua geração. Ele admitiu, porém, que, quando se compra energia no mercado, acaba-se pagando valores maiores do que é gasto na sua geração.

Também o deputado Ulysses Gomes (PT) formulou uma série de questionamentos a respeito do assunto, ao destacar o bom desempenho da Cemig. De acordo com o parlamentar, a gestão anterior assumiu a empresa com dívidas e a entregou saneada.
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