Hackers devem ser presos, diz ministro do STF sobre invasão de celular

O ministro também defendeu a importância da Operação Lava Jato para o combate à corrupção: "É uma operação séria, conduzida dentro do devido processo legal

Marcelo Camargo/Agência Brasil


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse hoje (17) que ainda não é possível avaliar mensagens vazadas com diálogos supostamente mantidos entre membros da força-tarefa da operação Lava Jato. “Para isso, nós dependemos, primeiro, que todo o material seja divulgado. Segundo, que sejam atestadas a autenticidade e a veracidade desse material. Quando se coloca a conta-gotas não é possível ter uma visão de conjunto, nem da veracidade, nem da autenticidade”, disse após participar de um evento promovido pelo Grupo Bandeirantes.

Desde a semana passada, o site The Intercept tem divulgado trechos de mensagens atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato. De acordo com o site, os diálogos apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal responsável por julgar processos decorrentes da operação em Curitiba e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Para Moraes, as informações foram obtidas de forma criminosa, apesar de destacar que o material tem interesse “jornalístico” e “público”. “As invasões que ocorreram nos telefones de agentes públicos são criminosas. Falo com absoluta tranquilidade que vazamentos, fake news, falsidade em notícias divulgadas é questão de polícia. Esses hackers que, eventualmente, invadiram devem ser alcançados, punidos e presos”, acrescentou o ministro ao falar sobre os vazamentos.

O ministro também defendeu a importância da Operação Lava Jato para o combate à corrupção: "É uma operação séria, conduzida dentro do devido processo legal. É uma realidade que realmente mudou o combate à corrupção no Brasil”.
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Comentários

Marcos Souza 18 de Junho, 2019 | 07:50
Desde o início estava claro que a LAVAJATO era de cunho político, cabe a instâncias superiores, desfazer os males que essa operação causou ao país, diminuiu a geração de empregos, pois todos os contratos da Petrobras foram pausados, o valor recuperado é imensamente inferior ao prejuízo causado por ela, ainda mais agora depois dessas denuncias e existe mais por aí, lembrando que os procuradores do MPF, não entregaram os celulares para perícia.
José Carlos Oliveira 18 de Junho, 2019 | 06:48
Não se combate o mal usando a maldade como arma, pois assim se nivelam todos. Os processos da Lava-Jato foram transformados num inseto repugnante, que somente com muito esforço consegue levantar-se, apoiado por alguns aloprados que ficam o dia todo nas redes sociais.
Espírito humano e corpo de monstro, as pernas transformadas em finas e emaranhadas curvas e afiladas garras, não mais se puseram eretos, não obstante os esforços de seus geradores no sentido de evidenciar a ilegalidade das revelações, não o que foi revelado.
A monstruosidade que permite parafrasear Kafka penetrou em cheio nas veias republicanas. Só há um caminho, quando se descobre que o juiz pendeu em favor de uma das partes em detrimento da outra: anular todas as decisões do processo, desde a primeira, o que importa em desmontar todos os atos processuais.
E a cada dia que passa, observam-se às claras novas ondulações desprezíveis do ser disforme e ameaçador.
Depois reiniciar, nos limites do devido processo e da ampla defesa, e o monstrengo ficará arquivado sob as mais densas e repulsivas poeiras da história judiciária nacional.
E não há como remediar. Em matéria de nulidades processuais, com ruptura do princípio da imparcialidade, ainda permanece vivo antigo brocardo jurídico: "fiat justitita pereat mundus". Faça-se justiça, ainda que o mundo pereça.

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