No dia da paralisação geral, atos são registrados no Vale do Aço
No Vale do Aço também foram registrados protestos pelas ruas das cidades, com a adesão de diversas categorias
14/06/2019 às 17:45
Wôlmer Ezequiel
A manifestação contou com a presença de trabalhadores e alunos, que protestaram contra a reforma da Previdência e cortes na Educação
Atos da paralisação geral, contra a proposta de reforma da Previdência e cortes no orçamento da Educação, ocorreram em várias cidades do país nesta sexta-feira (14). No Vale do Aço também foram registrados protestos pelas ruas das cidades, com a adesão de diversas categorias. Dentre elas, professores, bancários, rodoviários e comerciários. Já o protesto principal da paralisação na região ocorreu na praça 1º de Maio, no centro de Ipatinga, onde centenas de trabalhadores e estudantes manifestaram contra a reforma da Previdência e cortes na Educação.
Conforme a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), subsede de Ipatinga, Cida Lima, na paralisação desta sexta-feira houve a adesão de boa parte dos profissionais de ensino. “Até o início da tarde, o sindicato registrou que, em média, 18 escolas da região pararam completamente e, aproximadamente, 40% das escolas aderiram parcialmente. Estamos todos juntos nessa luta pela Previdência Social e contra o projeto da reforma da Previdência. Depois da manifestação na praça, vamos protestar pelas ruas, fazer um abraço simbólico no prédio do INSS e realizaremos algumas intervenções culturais”, informou.
Cefet Mais de 20 alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) de Timóteo também participaram do protesto em Ipatinga. Em entrevista ao Diário do Aço, o presidente do Grêmio Estudantil, Gabriel Moronari, informou que, por causa da decisão dos professores, em aderir ao movimento desta sexta, os estudantes não tiveram aula. “Estamos protestando contra o contingenciamento dos recursos para as universidades e institutos federais. O Cefet terá um contingenciamento de 35% do orçamento do campus, que representa cerca de R$ 17 milhões. Isso prejudicará muito o custeio e manutenção, e também os trabalhos de pesquisa”, afirmou.
IFMG A professora Isabela Araújo do campus avançado do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), em Ipatinga, contou que não houve atividades acadêmicas no campus nesta sexta-feira, já que a categoria aderiu à paralisação. “Estamos aqui com professores, técnicos-administrativos e alunos para protestar contra o contingenciamento de 30% no repasse de recurso que nós tivemos. Cerca de 60% do corpo docente compareceu na manifestação”, citou.
Rodoviários Também presente na manifestação, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro, informou que houve apenas paralisação no transporte público em Timóteo. “Fizemos um ato de greve de 4h até 11h30 em Timóteo com 80% da frota parada. Além disso, realizamos carretas na parte da manhã pelas ruas de Coronel Fabriciano e Timóteo, e à tarde, viemos para Ipatinga”, explicou.
Bancários O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ipatinga e Região (Seeb), José Carlos Bragança, afirmou que sua categoria não poderia ficar de fora do movimento. “Algumas agências ficaram fechadas nesta sexta-feira. Não tenho balanço completo de quantos trabalhadores e unidades aderiram à paralisação. Vale ressaltar que temos o cuidado de não prejudicar a população, então o autoatendimento de todas as agências não parou e continuaram funcionando”, enfatizou.