No dia da paralisação geral, atos são registrados no Vale do Aço

No Vale do Aço também foram registrados protestos pelas ruas das cidades, com a adesão de diversas categorias

Wôlmer Ezequiel


A manifestação contou com a presença de trabalhadores e alunos, que protestaram contra a reforma da Previdência e cortes na Educação

Atos da paralisação geral, contra a proposta de reforma da Previdência e cortes no orçamento da Educação, ocorreram em várias cidades do país nesta sexta-feira (14). No Vale do Aço também foram registrados protestos pelas ruas das cidades, com a adesão de diversas categorias. Dentre elas, professores, bancários, rodoviários e comerciários. Já o protesto principal da paralisação na região ocorreu na praça 1º de Maio, no centro de Ipatinga, onde centenas de trabalhadores e estudantes manifestaram contra a reforma da Previdência e cortes na Educação.

Conforme a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), subsede de Ipatinga, Cida Lima, na paralisação desta sexta-feira houve a adesão de boa parte dos profissionais de ensino. “Até o início da tarde, o sindicato registrou que, em média, 18 escolas da região pararam completamente e, aproximadamente, 40% das escolas aderiram parcialmente. Estamos todos juntos nessa luta pela Previdência Social e contra o projeto da reforma da Previdência. Depois da manifestação na praça, vamos protestar pelas ruas, fazer um abraço simbólico no prédio do INSS e realizaremos algumas intervenções culturais”, informou.

Cefet
Mais de 20 alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) de Timóteo também participaram do protesto em Ipatinga. Em entrevista ao Diário do Aço, o presidente do Grêmio Estudantil, Gabriel Moronari, informou que, por causa da decisão dos professores, em aderir ao movimento desta sexta, os estudantes não tiveram aula. “Estamos protestando contra o contingenciamento dos recursos para as universidades e institutos federais. O Cefet terá um contingenciamento de 35% do orçamento do campus, que representa cerca de R$ 17 milhões. Isso prejudicará muito o custeio e manutenção, e também os trabalhos de pesquisa”, afirmou.

IFMG
A professora Isabela Araújo do campus avançado do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), em Ipatinga, contou que não houve atividades acadêmicas no campus nesta sexta-feira, já que a categoria aderiu à paralisação. “Estamos aqui com professores, técnicos-administrativos e alunos para protestar contra o contingenciamento de 30% no repasse de recurso que nós tivemos. Cerca de 60% do corpo docente compareceu na manifestação”, citou.

Rodoviários
Também presente na manifestação, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro, informou que houve apenas paralisação no transporte público em Timóteo. “Fizemos um ato de greve de 4h até 11h30 em Timóteo com 80% da frota parada. Além disso, realizamos carretas na parte da manhã pelas ruas de Coronel Fabriciano e Timóteo, e à tarde, viemos para Ipatinga”, explicou.

Bancários
O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ipatinga e Região (Seeb), José Carlos Bragança, afirmou que sua categoria não poderia ficar de fora do movimento. “Algumas agências ficaram fechadas nesta sexta-feira. Não tenho balanço completo de quantos trabalhadores e unidades aderiram à paralisação. Vale ressaltar que temos o cuidado de não prejudicar a população, então o autoatendimento de todas as agências não parou e continuaram funcionando”, enfatizou.

Já publicado:
Vale do Aço terá atos da paralisação geral da Educação


No dia da paralisação geral, atos são registrados no Vale do Aço
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Carla Gomes 17 de Junho, 2019 | 07:24
Leôncio, nos países desenvolvidos não tem benefícios trabalhistas, mas tem outras diferenças. Veja alguns exemplos abaixo:

BRASIL: hora trabalhada R$ 4,31 (com base no salário mínimo)
EUA: hora trabalhada: mínimo de US$7,25 ( R$ 28,27)
INGLATERRA: hora trabalhada: mínimo de £7,38 (R$ 36,23)
ALEMANHA: hora trabalhada: equivale a 7,48 EU (R$ 32,68)

Quer conhecer mais exemplos? Pesquise dados oficiais. Tem tudo na internet hoje em dia.

No Brasil há uma cultura. Toda vez que o setor privado teve algum incentivo, o setor produtivo NÃO gerou mais empregos e NÃO aumentou salários. O dinheiro pago à força de trabalho é base da economia de uma sociedade. É a única forma de fazer a riqueza de uma nação circular. Sem circulação do dinheiro não há geração de riquezas e todos os países teria uma siuação desigual como no Brasil, onde o rico fica mais rico (acumula riquezas) e o pobre mais pobre (recebe cada vez menos).
Leoncio Simoes 17 de Junho, 2019 | 06:29
EU acho engracado em outros paises nao tem
13 terceiro,nao tem ferias pagas (somente em algums) nao tem tempo de casa ,saiu do trabalho nao recebi nada, posentadoria com 65 anos,ou mais.
Brasileiro so quer trabalhar(pouco)I ter beneficios.gostam de levar patroes na justica.


Te
Viviane Silva 16 de Junho, 2019 | 12:34
Só vemos bandeira vermelha, o cara da entrevista com a camisa Lula livre. E dizem lutar pelo Brasil... A previdência com déficit enorme, a situação do Brasil é séria e eles ficam brincando de revolucionário. Foi um fiasco. Colocam pessoas
como que estão debaixo do regime CLT, para defender a previdência dos servidores que essa sim será afetada. Recebem em média 10 vezes mais que a média do INSS. São tão ridículos que usam estudantes como idiotas úteis.
Gildázio Garcia Vitor 14 de Junho, 2019 | 23:04
Voltar a acreditar, já na terceira idade, que somente com a luta podemos manter os direitos conquistados a duras penas, não tem preço. Esta eu vou ficar devendo ao desgoverno atual. Além disso, estas manifestações têm um ponto muito positivo, que é a possibilidade de reencontrar velhos companheiros de lutas e de sonhos utópicos: Humphrey, Conceição Monteiro, Nilton "Vespa", Maura Gerbi e Robinson Ayres, Daniel Cristiano, Sávio Tarso, Prof. Afonsinho, Profª. Sandra, Dona Angela Fraga e tantos outros. Para todos vocês, mas especialmente para a Maura e Robinson, deixo estes versos de um dos meus poetas preferidos, Thiago de Mello: "Antes do mais viva a vida,/ que livre e larga nos seja./ Do ferrão turvo da morte,/ afinal sobrevivemos./ É verdade que nem todos./ Ninguém sabe quantos são/ os nossos mortos. Talvez/ jamais se possa contá-los./ [ ... ] No caminho do amor ninguém se cansa,/ porque se aprende a olhar de frente o sol".
Helena A.nogueira 14 de Junho, 2019 | 22:08
obvio que são contra a reforma pois são muitos políticos esquerdistas que irão perder privilégios.. pura demagogia dizer que em favor da educação......
Helena A.nogueira 14 de Junho, 2019 | 22:06
minha escola trabalhou normalmente.. .. grande enganooooooo.. protesto politico ...nada de reforma ... bobo quem não quer enxergar.. .. por que não fizeram manifestações quando o pt cortou verbas na educação ? pura politica esquerdistas.. nada pensando em educação... demagogia pura....
Mauro Souza Gomes 14 de Junho, 2019 | 19:34
Todos comedores de pão com salame(mortadela) só bandeiras vermelha,pau mandado ....

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO