Morre o jornalista Clóvis Rossi

Decano da Redação da Folha de S.Paulo, morre aos 76 anos e deixa legado no jornalismo brasileiro

Divulgação Roda Viva TV Cultura


Clóvis Rossi tinha 76 anos e deixou mulher, três filhos e três netos

Morreu na madrugada dessa sexta-feira (14), em São Paulo, o jornalista Clóvis Rossi, decano da Redação da Folha de S.Paulo. Ele tinha 76 anos e estava em casa, onde se recuperava de infarto do qual foi vítima na semana passada. Rossi deixa mulher, com quem estava havia mais de meio século, três filhos e três netos. O velório e o enterro ocorrerão no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo. O início do velório será às 15h e o enterro será no sábado, às 11h.

Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, Rossi publicou seu último texto na quarta-feira (12). Intitulado "Boletim Médico". Ele era, segundo o jornalista, "uma satisfação devida ao leitor, se é que há algum". Seu estilo irônico e descontraído continuava no agradecimento aos colegas do jornal. "Até mentiram dizendo que estavam sentindo a minha falta", escreveu.

Rossi era formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e começou no jornalismo em 1963. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Teve ainda passagens pelas revistas Isto É e Autoesporte e pelo Jornal da República e manteve blog no espanhol El País. Estava desde 1980 na Folha de S.Paulo.

Ganhou vários prêmios jornalísticos, entre eles o Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, e o da Fundação Nuevo Periodismo Ibero-Americano, criada por Gabriel García Márquez. O jornalista gostava de enfatizar sua preferência pela reportagem e não pela edição, um trabalho que afasta o profissionais das ruas.

Escreveu os livros "Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo" e "O que é Jornalismo", entre outras publicações que integram o seu legado para várias gerações de comunicadores sociais brasileiro.

"A Folha e o jornalismo brasileiro perdem um de seus principais e mais premiados repórteres, certamente o mais experiente. Clóvis era admirado por gerações de profissionais por sua independência de pensamento, disposição e rapidez de trabalho e qualidade de cobertura. Vai fazer muita falta", afirmou o diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila.
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