Presidente da Câmara de Ipatinga questiona serviço de transporte coletivo

No dia 2 de julho, uma audiência pública será realizada no Legislativo, que servirá para que outros desdobramentos sejam tirados

Wôlmer Ezequiel


Jadson e corpo jurídico da Casa questionam a qualidade do serviço prestado

Com atualização - 20h48

Em entrevista concedida nesta terça-feira (11), na Câmara de Ipatinga, o presidente da Casa, Jadson Heleno (SD), ao lado de parte de seu corpo técnico, afirmou que o serviço prestado pela Saritur, empresa concessionária do transporte coletivo na cidade, está aquém do que deveria, assim como existem incongruências nos dados apresentados sobre a gratuidade oferecida a parte dos usuários e a quantidade de veículos que circulam.

Conforme o presidente, desde 2017, quando iniciou a fiscalização do transporte público, por meio de seu mandato, fez reivindicações, que não foram atendidas. “Agora em 2019, voltamos às ruas e fomos às nove regionais de Ipatinga, onde nos deparamos com um transporte ineficiente, que não atende a população, com quadro de horários falho e itinerário que não contempla a todos. As pessoas têm dificuldade de ir à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, além do problema enfrentado para se chegar à Apae. É uma vergonha”, classifica.

No dia 2 de julho, uma audiência pública será realizada no Legislativo, que servirá para que outros desdobramentos sejam tirados.

Incongruências

Sobre o contrato, o procurador da Câmara, Adalton Lúcio Cunha, destacou que o documento traz 108 veículos à disposição da população. Entretanto, um relatório enviado pela empresa à Casa, diz que existem 92.
Sobre a gratuidade da passagem, Adalton Lúcio pontua que tem informações que, no mês passado, foram transportados 179 mil passageiros com gratuidade, mas faltam documentos para entender o que houve.

Outro lado

Em nota enviada na noite desta terça-feira, a Saritur esclarece que os cálculos referentes à quantidade de veículos por linha e ao quadro de horários do transporte são definidos com base na relação entre a demanda de passageiros por linha e a capacidade do veículo.

“Em 2015, época da licitação do contrato de concessão, o total de passageiros transportados em Ipatinga era de 1.146.629 e, atualmente, é de 921.162 - uma queda de 20%. Importante ressaltar que o setor de transportes passa atualmente por uma situação crítica. Apesar da diminuição de 20% na demanda de passageiros, a frota em operação não reduziu na mesma proporção. Em 2015, eram 108 veículos em operação e, hoje, a frota é de 92, ou seja, uma redução de 15%. No que se refere ao estado de conservação dos veículos, a Saritur informa que os ônibus que operam o sistema passam constantemente por manutenções preventivas e saem das garagens após limpeza completa e revisão de sua estrutura. Sobre a queixa de falta de acessibilidade, a empresa esclarece
que os locais de atendimento aos usuários foram adequados e já estão todos acessíveis.
Com relação ao reajuste tarifário, que é previsto em contrato, esclarecemos
que ele foi feito muito abaixo do calculado pela prefeitura, que era de R$ 4,68. O Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, composto por 14 membros, aprovou o valor de R$ 4,20, ainda insuficiente para manter o equilíbrio econômico do contrato. A Saritur reforça que está aberta a esclarecer quaisquer dúvidas e a sanar qualquer eventual problema relacionado à prestação do serviço em Ipatinga”, conclui a nota.
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Comentários

Nelia F. Sa 12 de Junho, 2019 | 08:57
Bom Dia! O que precisamos no município: uma política que atenda aos anseios da população e de pessoas competentes para realizarem o trabalho de ouvir os usuário do transporte coletivo da cidade de Ipatinga e colocar em prática. De nada adianta querer e não conseguir realizar o trabalho que leva a um projeto que atenda à população. A perda dos usuários é exatamente porque as pessoas, por mais carentes que sejam, estão sendo obrigadas pelo destino a procurar outros meios de transporte. Cada um, conhece as necessidades e as criticidades do atendimento do transporte coletivo dos seus bairros; unindo observações sistêmicas sobre o assunto, pode-se chegar a um atendimento mais humanitário e de satisfação coletiva. O atual atendimento é indesejável. Alguns bairros são até bem atendidos, mas a maioria, insuficiente, acredito!
Jose Soares Couto 12 de Junho, 2019 | 07:18
Onde se lê: AUTOTRANS, lei-a-se: SARITUR. De toda forma, são do mesmo grupo econômico.
Jose Soares Couto 12 de Junho, 2019 | 06:14
Bom dia a todos os leitores. É imprescindível a fiscalização do legislativo municipal no serviço de transporte público prestado em Ipatinga pela Autotrans. Porém, não bastam as explicações esfarrapadas da AUTOTRANS no que pertine à conservação e ao número de veículos que circulam no município. Primeiro, a AUTOTRANS possuía 130 veículos circulando no município no transporte de passageiros. Agora esse número é de 90 veículos; Segundo, SUGIRO comissão de transportes urbanos da Câmara, bem como ao Sr. Md. Presidente da Casa, que façam umas "viagens" mesmo que por aleatória nesses veículos para se constatar o real estado de conservação dos mesmos. Agora, falar que o número de passageiros diminui, isso é balela, vai contra o levantamento do IBGE onde a população cresce no município substancialmente. Então......

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