''Golpe da bolsa'' provoca prejuízo milionário no Vale do Aço

Homem some depois de lesar várias pessoas com a promessa de ganhos altos em investimento de ações na bolsa de valores

28/05/2019 às 19:09
Enviada para o WhatsApp Portal Diário do Aço
Os policiais estiveram na casa do suspeito, mas ele não foi encontrado
Atualizado às 17h06 29/05
A Polícia Civil de Coronel Fabriciano colhe depoimentos de vítimas de um prejuízo com um homem que recolhia dinheiro para aplicação na bolsa de valores. A suspeita é que tenha ocorrido um golpe milionário praticado por um investidor de 31 anos, contra diversas vítimas no Vale do Aço. O investidor é procurado desde terça-feira (28),quando a PC foi acionada por vítimas que apostaram dinheiro nas aplicações financeiras mediadas pelo investidor.

Procurado pelo Diário do Aço, o delegado da PC, Washington Moreira, informou que o suspeito procurado é Diego Sérgio Sales e Silva, que teria se desfeito de bens e se apropriado indevidamente de valores pertencentes às vítimas. O total de prejuízo ainda é calculado, mas é de milhões de reais.

O investigado utilizava-se de dinheiro de terceiros para investir na bolsa de valores em troca de rendimentos fixos que eram pagos frequentemente às vítimas. “As informações sobre os rendimentos eram demonstradas por meio de grupos de WhatsApp, como forma de acompanhamento pelos investidores”, disse o delegado Washington responsável pelas investigações.

Despedida dos amigos

As pessoas procuraram a polícia depois que, na terça-feira, descobriram que o investigado conhecido por “ostentar” riqueza, despediu-se de familiares e se desfez de alguns bens que estavam em sua posse e desapareceu.
Estima se golpe seja superior a R$ 5 milhões. O valor real, entretanto, ainda será apurado. As equipes da PC estiveram na casa dele, na rua Armando Fajardo, no bairro Santa Helena, na área central de Coronel Fabriciano, mas Diego Sérgio não foi encontrado.

A Polícia Civil instaurou inquérito policial para investigar o fato, que em tese, se enquadra nos crimes de estelionato e contra a economia popular. Qualquer informação sobre o investigado poderá ser encaminhada por meio do disque-denúncia 181.

Nas mídias sociais circulou um texto atribuído ao investigado, onde ele fala até em cometer suicido, mas desistiu por entender que o seguro não cobriria e as pessoas que dependem dele estariam numa situação ainda pior. Com isso, tomou a decisão desaparecer por um tempo e trabalhar para “levantar o dinheiro necessário e ressarcir as pessoas que confiaram em seu trabalho”.

Número crescente de vítimas

O delegado Washington revelou ao Diário do Aço nessa quarta-feira (29) que 20 pessoas já procuraram a Polícia Civil para denunciar a situação. As vítimas perderam valores variáveis, desde de 80 mil a até a mais de R$ 1 milhão, dinheiro investido com a promessa de um bom ganho mensal. “Se tiver mais alguma vítima, nos procure para podermos colher mais provas”, solicitou o policial.

Na casa de Diego, os policiais apreenderam documentos, entre eles o passaporte, e outros objetos que podem auxiliar na investigação. O investigado usava grupos de Whataspp para informar quanto cada investidor recebeu, mas ele apagou todas as suas contas em mídias sociais antes de sumir.

O investigado poderá ser processado por estelionato e crime contra a economia popular, como explicou o delegado Washington. Ele também, caso não tenha a autorização para negociar ações na bolsa de valores pela CVM (Comissão Valores Mobiliários), poderá responder ao crime contra o sistema financeiro nacional.

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