Não ouvir bem aumenta o risco de violência

Isabela Papera*

Divulgação


Os deficientes auditivos correm mais riscos de sofrer violência física devido às suas limitações de audição. Por não ouvirem bem, podem não compreender a gravidade de uma situação, como o anúncio de um assalto, por exemplo. É preciso atenção redobrada. Inúmeros casos de violência e maus tratos são noticiados pela imprensa. Um idoso foi mantido preso por 12 horas no Rio Grande do Sul, simplesmente por não ter ouvido as ordens de uma delegada para sair de sua sala, onde ele entrou por engano. Já houve casos de idosos no Mato Grosso, no Piauí e em Minas Gerais que não ouviram o que diziam os assaltantes e foram agredidos.

Em nosso dia a dia, uma boa audição também serve para nos alertar sobre um momento de perigo nas ruas, se houver, por exemplo, o barulho de tiros nas proximidades, estimulando nossa autodefesa e nos livrando de ameaças, como brigas, bala perdida ou até mesmo nos ajudando a cumprir a ordem de parar em operações policiais.

Quem tem perda de audição e não usa aparelho auditivo não ouve, por exemplo, alguém gritando seu nome para avisá-lo de algum risco e não compreende se um bandido pede seus pertences. O perigo também se acentua no trânsito. O deficiente auditivo é mais suscetível a batidas de carro e atropelamentos, uma vez que pode não escutar a buzina de um carro, um grito ou uma sirene tocando.

Muitas pessoas com problemas de audição, além de seus familiares, não têm noção, mas a audição é fundamental para a nossa segurança. O deficiente auditivo está totalmente a mercê de perigos urbanos e domésticos. E o que vai resguardá-lo de tudo isso é voltar a ouvir, usufruindo dos avanços da tecnologia. O primeiro passo é procurar a orientação de um médico otorrinolaringologia e avaliar o tipo e o grau de perda auditiva. Em muitos casos, o uso de aparelhos auditivos devolve a audição.

Por isso, é imprescindível que, independentemente da idade, sempre que houver suspeitas de dificuldades para ouvir se busque tratamento o mais precocemente possível. Além de proporcionar melhoria no relacionamento com amigos e parentes, voltar a ouvir vai garantir maior segurança no dia a dia.

Após o exame médico, caberá a um fonoaudiólogo indicar o tipo de aparelho auditivo mais indicado para cada paciente. Atualmente, há no mercado uma diversidade de modelos, como os da Telex, que por serem pequenos, discretos e com design moderno, estão ajudando a derrubar resistências e preconceitos. É importante que o deficiente auditivo use a tecnologia para voltar a ouvir os sons da vida, retomando a autoconfiança e a alegria do convívio em sociedade.

*Fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas, especialista em audiologia.

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