Microempreendedores Individuais já são 65% dos pequenos negócios mineiros

No Vale do Aço, os municípios de Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso foram os que registraram o maior índice de formalização

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Até sexta-feira, o Sebrae promove na região capacitações gratuitas para quem já é MEI e para quem quer se formalizar

De acordo com um levantamento do Sebrae Minas, com base em dados da Receita Federal, até abril deste ano, dos 1,4 milhão de empreendimentos incluídos no regime tributário simplificado, 953 mil eram Microempreendedores Individuais (MEI). Ou seja, 65% dos pequenos negócios mineiros optantes pelo Simples Nacional são MEIs.

Diante disso, o Sebrae promove em todo o país a Semana do MEI, que teve início na segunda-feira (20) e se estende até sexta-feira (24). Em Minas, haverá capacitações e atendimentos presenciais gratuitos em 254 cidades, além de orientações online diárias. A programação completa e as inscrições para as atividades estão disponíveis no sitewww.sebrae.com.br/minasgerais.

O levantamento informa ainda que 60% dos formalizados mineiros estão nas regiões Central (348 mil MEI), Zona da Mata e Vertentes (118 mil MEI) e Sul (108 mil MEI) do estado. As cidades com maior número de MEI são: Belo Horizonte (164.922 MEI), Contagem (37.456 MEI), Uberlândia (36.722 MEI), Juiz de Fora (28.971 MEI), Betim (22.134 MEI), Montes Claros (17.798 MEI), Divinópolis (16.220 MEI), Ipatinga (14.809 MEI), Governador Valadares (14.664 MEI) e Ribeirão das Neves (14.632 MEI).

No Vale do Aço, os municípios de Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso foram os que registraram o maior índice de formalização. Entre janeiro a abril 2019, o número de MEI’s nas cidades aumentou 5,9%. Ipatinga ficou na segunda posição com 5,4%, e Timóteo registrou 4,7%.

Moradora de Timóteo, a contadora de histórias Maria do Carmo Silva Pires Martins sabe da importância de formalizar o próprio negócio. Há dez anos, Kakau, como é conhecida na região, se aposentou e decidiu tornar a paixão pela arte em negócio. Enquanto ainda atuava como diretora de escola, a agora empresária já promovia eventos de teatro, em várias cidades da região. “Várias instituições que eu prestava serviço me orientavam à formalização, para facilitar a forma de contratação e até do pagamento pelo serviço. Quando procurei o Sebrae e me formalizei, o mercado se expandiu ainda mais”, disse a contadora de histórias, que ainda é mestre de cerimônia com bonecos e facilitadora de oficinas de teatro.

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