Empresas chamam para negociação e ônibus voltam a circular no Vale do Aço

Sem correção salarial trabalhadores do setor de transporte coletivo cruzaram os braços hoje cedo e passageiros ficaram sem ônibus

Alex Ferreira


Reunião de motoristas e cobradores de ônibus urbanos em Ipatinga; no começo da manhã nenhum ônibus saiu da garagem da Saritur, no bairro Iguaçu

Com atualização às 8h30
As empresas concessionárias do transporte coletivo de passageiros chamaram os representantes dos trabalhadores rodoviários para uma reunião às 14h, em Ipatinga e os motoristas e cobradores voltaram ao trabalho.

Os ônibus começaram a sair, de forma gradativa das garagens, em Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, para ocupar as linhas que fazem o transporte entre os bairros, inclusive de Santana do Paraíso.

A informação é da direção do Sinttrocel, que diz esperar avanço na negociação salarial. A data base dos rodoviários é em primeiro de março. Essa seria a data limite para o fechamento de um acordo salarial para os trabalhadores do setor, o que não ocorreu.

Sem avançar na negociação salarial de 2019, trabalhadores do transporte coletivo de passageiros em todo o Vale do Aço cruzaram os braços na manhã dessa segunda-feira. Os trabalhadores do setor haviam anunciado, há 15 dias, que não conseguiam avançar nas negociações com as empresas, dentre elas a Saritur, que faz o transporte em Ipatinga, e Autotrans, em Timóteo e Coronel Fabriciano, além da Univale.

Em entrevista ao Diário do Aço, na manha dessa segunda-feira, na porta da garagem da concessionária do transporte, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Vale do Aço (Sinttrocel), Marlúcio Negro da Silva, informou que a paralisação é por tempo indeterminado. Ele chamou a mobilização de “manifesto”.

Já publicado:
Rodoviários podem entrar em greve no Vale do Aço

“Vamos aguardar o posicionamento da empresa (Saritur), a respeito da reivindicação dos trabalhadores. Vamos ficar aqui parados até que a empresa chame para dar sequencia à negociação, que está emperrada”, alertou.

Números do impasse

Conforme o presidente do Sinttrocel, a perda estimada para os salários dos rodoviários é de 13%. Em contrapartida, as empresas ofereceram 4% de correção (Saritur em Ipatinga e Univale, em Coronel Fabriciano). As outras empresas do transporte coletivo em Coronel Fabriciano e em Timóteo ainda não fizeram qualquer contraproposta, sob alegação que os governos, nessas duas cidades, ainda não definiram a correção da tarifa.

Em Ipatinga a passagem urbana foi corrigida para R$ 4,20, valor que entrou em vigor no mês de abril. Conforme Marlúcio Negro da Silva, a Univale, também reivindicou o corte do plano odontológico e redução do ticket alimentação, como condicionante para conceder a correção de 4%. "Essa proposta foi rejeitada pelos trabalhadores na última assembleia", concluiu Marlúcio.

Pontos de ônibus lotados

Apanhados de surpresa, trabalhadores que precisam chegar aos seus locais de trabalho lotam os pontos de ônibus nessa manhã. Os serviços de transporte de passageiros por aplicativos não respondem, porque também estão todos ocupados. Veja, abaixo, entrevista com o representante dos rodoviários:


Por que, motoristas e cobradores pararam os ônibus no Vale do Aço, nessa segunda-feira?


Providências em Coronel Fabriciano

A respeito da paralisação no transporte público, deflagrada na manhã desta segunda-feira (20), a administração municipal de Coronel Fabriciano informa, por meio de nota, que o município “adotará todas as providências para que a população não seja prejudicada pela paralisação e que as empresas garantam o funcionamento do transporte público para os munícipes”.

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Comentários

Galo Doido 20 de maio, 2019 | 22:58
Infelizmente essa resistência das empresas e resultado de um presidente comandado pelos empresários.
Josi Ha 20 de maio, 2019 | 13:56
Sindicato espreme de um lado empresa de outro e quem vai pagar e o cidadão comum.
Lorena Campos Rocio 20 de maio, 2019 | 13:20
Justa a paralisação.
Motorista 20 de maio, 2019 | 13:11
pior escala de serviço... 6 por 1 e tem de trabalhar duas vezes ao dia em muitas situações
não é apenas salário mas condições humanas de trabalho
Ferrari 20 de maio, 2019 | 12:28
ESTÃO CERTO DE FAZER A GREVE , E É UM DIRETO DELES, AGORA AVISAR QUE VAI PARALISAR OU FAZER GREVE , TEM QUE AVISAR , COLOCAR NA MÍDIA! ISTO ATRAPALHA TODOS OS OUTROS TRABALHADORES E CIDADÃOS , E UMA VERGONHA QUE FIZERAM, SE AVISAR ANTES, O POVO SE VIRA ANTES E PLANEJA COMO VAI SE LOCOMOVER! SÓ PREJUDICARAM O POVO DESTA VEZ! ESPERO QUE NAS PRÓXIMAS DEIXE AVISADO! RIDÍCULO ESTES ADMINISTRADORES!
Marcela 20 de maio, 2019 | 09:27
Os ônibus não voltaram a rodar com a mesma frota. Estou esperando 2 linhas que não passaram e deveriam ter saído as 9. Eles avisam que voltaram e as empresas esperam que is funcionários cheguem mas eles não avisam que estão com frota reduzida. Só os destino hospital estão "normais"?
Joe Joe 20 de maio, 2019 | 08:21
Com certeza o aumento nas tarifas não deve ter sido repassado aos trabalhadores, é justa a reivindicação dos rodoviários. Sigam na luta!
Nathália 20 de maio, 2019 | 07:44
Mas á Saritur em Ipatinga não Já teve aumento da passagem esse ano?

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