Memórias e Cores em Guanhães

Projeto cultural de resgate tem sequência com oficina de Rosane Dias

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Rosane Dias (D) em plena ação educativa, com os congadeiros no Cocais
O projeto Memórias e Cores, de resgate e fortalecimento de grupos de congados e marujeiros, terá sequência no sábado (18) com mais uma Oficina de Arte e Criação de Indumentárias, que será ministrada no clube campestre Cachoeira das Pombas, em Guanhães, pela artista visual Rosane Dias, para os marujos daquele município e de Peçanha.

A mesma oficina foi realizada em Coronel Fabriciano dia 27 de abril, para os marujos do congado de São José do Cocais, que estudaram os figurinos típicos do Congado e a confecção de capacetes.

Os marujeiros do Cocais, Guanhães e Peçanha já fizeram a Oficina de Preservação e Resgate do Patrimônio Imaterial, com a historiadora e folclorista ouro-pretana Deolinda Alice dos Santos, que aborda a história do congado e outras tradições ligadas à religiosidade do povo brasileiro.

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Os marujeiros aprendem as técnicas da confecção de capacetes
Éderson Caldas, produtor do Memórias e Cores, diz que o projeto vem tendo ótima aceitação entre os congadeiros dos três grupos beneficiados com a iniciativa.

“Temos trabalhado com três grupos de características bem distintas, mas todos com o mesmo ânimo. O grupo do Cocais reúne pessoas em plena atividade. O grupo de Guanhães, também em atividade, reúne pessoas mais maduras, em relação à idade, e muito motivadas com o projeto.

Em Peçanha, o grupo composto por 25 marujeiros está retomando as atividades, após um hiato de dois anos, e com uma nova formação onde prevalecem as crianças e adolescentes”, conta Éderson.

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Depois da aula, os congadeiros se reúnem para uma foto histórica
“Para nós, o Memórias e Cores significa o renascimento de um movimento que não poderia, mas estava adormecido. Agora, recomeçamos do zero com o apoio deste projeto, um presente para todos nós”, diz Arnaldo Lúcio Pereira, o Arnaldo Muciço, do Congado de Peçanha, enquanto finalizava o estandarte de Nossa Senhora Aparecida, feito sob a orientação de Deolinda.

Até o momento, cerca de 100 pessoas já passaram pelas oficinas oferecidas pelo Memórias e Cores, que conta com o patrocínio da Cenibra (Lei Federal de Incentivo à Cultura).

Rosane Dias é artista visual, bacharel em pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG. Estudou Artes Plásticas e Contemporaneidade na UEMG e participa de exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior, além de trabalhar como ilustradora.

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