11 de maio, de 2019 | 12:00
Autismo é pauta de audiência pública em Ipatinga
A iniciativa foi aprovada por unanimidade em plenário
Divulgação
Vereador Jadson Heleno e parte da equipe organizadora da audiência pública, que será realizada na próxima quinta-feira
Vereador Jadson Heleno e parte da equipe organizadora da audiência pública, que será realizada na próxima quinta-feira Apesar de não existir dados oficiais do município, estima-se que Ipatinga tenha uma população de cerca de 4 mil autistas (número baseado na proporção de casos registrados no mundo). Para discutir políticas públicas de apoio aos autistas e suas famílias, o presidente da Câmara de Ipatinga, Jadson Heleno, convocou uma audiência pública com o tema Autismo: conhecer para acolher”, para a próxima quinta-feira (16). A iniciativa foi aprovada por unanimidade em plenário.
Para o vereador Avelino Cruz (Avante), o voto pelo sim foi ainda mais simbólico. Avelino é pai de Fernando, de 14 anos, um garoto autista.
A audiência atende a mais de um objetivo ao mesmo tempo. Além de esclarecer a população sobre o autismo, vai permitir o diálogo com o poder público. É só uma gotinha no meio do oceano, mas um passo importante para chamar a atenção da sociedade para este tema tão complexo”, enfatizou.
A audiência vai contar com a participação do psiquiatra André Brandão, da Neuropsicóloga Paula Lucas e da advogada Renata Ferraz Oliveira. Profissionais com experiência no tratamento de casos relacionados ao autismo. O evento é aberto ao público e será realizado no plenário da Câmara Municipal de Ipatinga, a partir das 19h.
Luta
Roselene Pereira Gonçalves começou a vivenciar o autismo há doze anos, após o nascimento do filho Gabriel. Ainda no primeiro ano de vida da criança, Rose percebeu alguns sinais, mas somente após dois anos e oito meses, abriu os olhos para a possibilidade do transtorno.
O Gabriel já tinha 2 anos e 8 meses e ainda não falava. Eu sentia que havia algo errado, mas os parentes falavam que era algo normal. Daí eu decidi colocá-lo numa escola particular. Com pouco tempo os professores perceberam que tinha algo de errado em seu comportamento. Fui chamada e orientada a levá-lo a um psiquiatra”, relembra Roselene.
Dez meses depois de ser atendido por um especialista, Gabriel foi diagnosticado com autismo. Notícia que abalou a família, provocando, segundo Roselene, um luto de filho vivo”.
Ao procurar ajuda junto às secretarias de Educação e de Saúde do município, Rose foi surpreendida com a falta de uma estrutura de atendimento. Sem qualquer tipo de formação pedagógica, buscou cursos em Belo Horizonte e São Paulo. Depois de muito estudo, produziu um material didático exclusivo e, quando o filho já estava com 7 anos, ganhou um dos maiores presentes de sua vida. Meu sonho era ouvir a voz do meu filho. De repente, ele falou que me amava. Falou do jeito dele, meio embolado, mas para mim foi como se ele tivesse nascido de novo. No início do diagnóstico os médicos diziam que ele não iria falar. Ele só precisava do estímulo correto. Infelizmente, muitas crianças não tem esta oportunidade”, lamentou Rose.
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Samuel Pereira Paradela Souza
12 de maio, 2019 | 08:35Parabéns ao vereador Jadson e todos os envolvidos são de pessoas assim q precisamos para mudar o nosso país ,para mudar o destino de muitas crianças que necessitam de um apoio ,junto a essa necessidade, tenho uma filha que está fazendo exames pois os medi o desconfiam que ela seja autista sei como é difícil lidar com isso pois tenho q sair daqui e ir para Belo Horizonte para fazer exames pois não temos estrutura aqui em nossa cidade , parabéns a todos .”