12 de maio, de 2019 | 07:04
Nove filhos e muito amor: Kelly Emerick celebra o Dia das Mães e o dom da vida
Amparados por sua fé, o casal tem na formação religiosa a estrutura para sua numerosa família
Para Kelly Silva Pereira Emerick, o Dia das Mães, celebrado neste 12 de maio, é vivenciado durante todo o ano. Aos 42 anos, a missionária que tem oito filhos e está grávida do nono, contou ao Diário do Aço como é a vida cercada por crianças, por seu marido Fernando e, claro, por muito amor. Amparados por sua fé, o casal tem na formação religiosa a estrutura para sua numerosa família.
A mãe de Maria Fernanda (13 anos), Maria Clara (11 anos), Maria Teresa (10 anos), Pedro Henrick (8 anos), Maria Letícia (6 anos), Maria Isabel (5 anos), Thiago Henrick (2 anos), Maria Carolina (1 ano e 3 meses) e de João Henrick, ainda em gestação, vai na contramão das estatísticas. Um relatório do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa-ONU) sobre a situação da População Mundial, divulgado em 2018, aponta que a família brasileira tem uma média de 1,7 filho. Na década de 1960, essa média era de 6 filhos. A taxa de fecundidade no Brasil é inferior à média da América Latina (2) e do mundo (2,5).
As questões financeiras e a vida profissional agitada têm interferido no número de filhos dos brasileiros. Kelly e Fernando se casaram pensando em uma família, mas não tinham planejamento de nove crianças. Fernando e eu nos casamos aos 25 anos. No meu coração, eu já tinha aquele desejo de ser mãe. Apesar da vontade, os filhos não chegaram tão rápido assim. No início descobri que tinha ovário policístico, foram quatro anos tentando engravidar. Um período de muita expectativa, oração e espera. Quando os filhos começaram a chegar, foi como uma graça de Deus, algo que não imaginávamos que iria acontecer”, recorda.
A família reside em uma chácara no bairro Caladão, em Coronel Fabriciano. No período da manhã ficam em casa, convivem com os filhos e almoçam juntos. Temos uma mesa de quatro metros e meio, com 14 lugares. Trabalhamos na parte da tarde, em Ipatinga. As crianças também estudam aqui. À tarde, ficamos nessa casa de missão, fazemos parte da comunidade Católica Amigos de Jesus. À noite temos algumas formações, coisas referentes à vida familiar”, conta Kelly.
Sobre o Dia das Mães com tantos filhos, a missionária pontua que não vê a data como especial, mas como um dia de realçar aquilo que já vivencia com intensidade. Pra mim, todos os dias são das mães. Me sinto nesse dever, nessa responsabilidade de ser uma mãe melhor. De dar aquilo que eles precisam para crescerem saudáveis e bons cidadãos. Pra mim, essa data é apenas para relembrar aquilo que tenho que ser todos os dias”, avalia.
Ao lado da esposa durante toda a entrevista, Fernando Emerick observa que sempre foram abertos a ter filhos, porém, não havia um plano de ter muitos. À medida que foram nascendo, nosso coração foi se abrindo e fomos entendendo a nossa vocação, que era realmente de ser uma família numerosa. A Kelly é uma pessoa especial, porque foi entendendo sua vocação de mãe e eu fui entendendo junto. Conforme as crianças nasceram, tive que assumir a responsabilidade de pai. Criar nove filhos sem apoio paterno é impossível. Entendemos que muitas famílias, por desajuste conjugal, optam por ter poucos filhos. É necessário um relativo ajuste neste sentido, para que essa empreitada seja viável”, pondera.
Mais filhos
Questionada se tem um conselho para as pessoas com apenas um filho, Kelly Emerick salienta que sua experiência virou um livro, intitulado Não tenha medo de ter filhos”, o que ainda tem experimentado a cada dia. Não preciso ter medo daquilo que Deus me deu. Porque filho é presente. Não é possível ser infeliz numa família com tantos filhos. Cada dia me sinto mais preenchida e realizada. Não tenha medo de ter filhos”, aconselha.
Por sua vez, o marido completa que o casal sempre foi muito tranquilo em relação a isso. Nunca dissemos que não queremos mais. Mas não sabemos se ainda vai acontecer. Vamos cuidar para que os filhos que temos sejam bem cuidados, mas se Deus mandar, ficaremos contentes. Mas muitos pensam que incentivamos as famílias nesse sentido. É preciso gostar de ter filho, dedicar tempo. É preciso uma formação religiosa, mas também para a sociedade, criar cidadãos de bem. Nós gostamos, faz parte da nossa alegria diária”, celebra a mãe.
Dificuldades
Questionados sobre as dificuldades enfrentadas na criação dos filhos, Kelly e Fernando revelam que a parte financeira sempre é um porém. Mas optaram por ter uma vida simples. Não prometem tablet, celular e nada do tipo. As crianças têm tudo o que precisam. Porém, com uma vida modesta. Alguns acham que precisam dar de tudo, mas não é bem por aí. É necessário ter limites, inclusive financeiros. Temos datas específicas para passear ou comer fora, por exemplo”, salienta Fernando.
Já Kelly faz um exercício de avaliação. Penso se estou sendo uma boa mãe. Todas as noites, quando vou dormir, faço um exame de consciência. Quase sempre erramos mais que acertamos. Mas eu sempre falo com Deus, amanhã eu vou ser melhor. Então, esse é o grande desafio, ser melhor a cada dia, para ser uma mãe melhor”, conclui.
Bruna Lage
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Alexandre Nolasco
12 de maio, 2019 | 07:39Parabéns a toda família . Muita coragem nos dias de hoje ter nove filhos mas DEUS com certeza planejou tudo e sempre esta abençoando . Realmente essas porcarias que a gente convive como o celular por exemplo só podem trazer coisa ruim para nossa casa se a gente não tomar cuidado . Nem TV faz falta querem saber . E com relação as pesquisas populacionais , o padrão quem define é o SENHOR . Se o homem não fosse tão ambicioso tinha vida confortável para todo mundo desse planeta .
Parabéns Kelly , feliz dia das mães .”