09 de maio, de 2019 | 18:10
Copasa é condenada por desabastecimento
Justiça determina que Copasa normalize abastecimento de água à moradora do bairro Porto Seguro, Caratinga
Diário de Caratinga
De acordo com a decisão da TJMG, a Copasa terá que fornecer água, de forma regular, e com qualidade para uma moradora de Caratinga
De acordo com a decisão da TJMG, a Copasa terá que fornecer água, de forma regular, e com qualidade para uma moradora de Caratinga O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o recurso de uma moradora do Residencial Porto Seguro, em Caratinga, contra a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que deverá fornecer água de qualidade e de forma regular para ela, no prazo de 10 dias. A decisão do relator do processo, desembargador Carlos Levenhagen, foi divulgada na quarta-feira (8), no site do TJMG. A moradora entrou com o recurso após perder na Justiça, em primeira instância.
Procurada pelo Diário do Aço, a Copasa informou que "não foi notificada oficialmente, até a noite desta quinta-feira (9), sobre esta decisão do TJMG".
Na decisão, o relator informa que a autora do recurso realiza os pagamentos mensais de suas contas de água, mas que o serviço vem sendo prestado de forma insatisfatória, dada à descontinuidade e/ou má qualidade da água fornecida”.
De acordo com a decisão, o relator determinou que a Copasa forneça à autora/agravante, de forma regular e com qualidade, água potável, na forma contratada, no prazo de 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 200, limitada ao teto de R$ 10 mil”.
Conforme o advogado da autora do recurso, Jonair Cordeiro, a moradora de Caratinga é casada e tem um bebê em casa, com isso, sua família precisa se deslocar, diariamente, para outras residências para que possam tomar banho, e ainda que é preciso comprar água mineral no mercado para consumo. É de se ressaltar ainda que a autora possui um filho de apenas três meses de idade, não podendo sequer pensar em utilizar a água que vem sido fornecida pela Copasa. Quando a água acaba na residência da parte autora, ela precisa esperar cerca de vinte e quatro horas para que a Copasa reabasteça a água e mesmo assim, água insalubre”, informou o advogado.
Outras reclamações
A reclamação contra o serviço prestado pela Copasa é antiga na região do Vale do Aço. Em fevereiro desse ano, consumidores de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo decidiram entrar com ações na Justiça contra a emprsa.
Na época, em entrevista ao Diário do Aço, o advogado Jonair Cordeiro, especializado em Direito Processual, contou que desde dezembro do ano passado tem sido procurado por moradores de Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, que sofrem com a falta de água em suas residências. Quase 100 moradores do Vale do Aço me procuraram para entrar com uma ação contra a Copasa. Então já foram distribuídas ações em Coronel Fabriciano, na Vara de Fazenda Pública e de Precatórias Cíveis, que é a justiça especializada em ações contra ente público”, informou à época.
Ainda segundo o advogado Jonair Cordeiro, até o momento, os juízes da comarca dos municípios da região têm negado as liminares dos moradores de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, e os casos estão no TJMG.
Entenda:
Consumidores recorrem a ação na Justiça contra falta de água
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Jaime
10 de maio, 2019 | 18:28Quando recebemos uma conta dagua parte daquele valor nao e conta dagua mas sim conta de ar.sem contar que pagamos alem do esgoto e duas taxa. temos que pagar pra tirar a agua dos rios.so que este dinheiro seria para recuperacao dos rios algum servico esta sendo feito?:alguem esta embolsando este dinheiro bem caladinho.”
Cidadão Indignado
10 de maio, 2019 | 15:34Gostaria de saber pra quem agente manda a conta de todas as roupas manchadas pela água suja que a COPASA manda para nossas caixas? E por quê, em pleno ano de 2019, ainda usam de hidrômetros que marcam água e ar? Tá virando comédia esse Brasil.”