27 de abril, de 2019 | 11:06
Foi dada a largada
Fernando Rocha
Começou mais uma edição do Campeonato Brasileiro da Série A, a 16ª desde a implantação da fórmula de pontos corridos, em 2003, que ocupa o nosso calendário praticamente o ano todo e que deveria ser a mais importante competição nacional.Pelo excelente desempenho mostrado no início de temporada, campeão estadual, cinco vitórias em cinco jogos na Libertadores, sem levar gols, o que nenhum clube brasileiro havia conseguido, e único da Série A ainda invicto este ano, o Cruzeiro, em tese, é o maior favorito ao título.
Resta saber se a Raposa, bem como os demais clubes que disputam torneios como a Copa do Brasil e Libertadores, continuarão relegando o Brasileirão a segundo plano, escalando times mistos ou reservas, já que a premiação aumentou a partir deste ano, atingindo um total de R$330 milhões a serem distribuídos do 1º ao 16º colocado, cabendo só ao campeão a bagatela de R$33 milhões.
Baixo astral
A fase não está nada boa para o torcedor atleticano, que, além de amargurado pela perda do título estadual, acaba de ver o seu time ser eliminado na Libertadores, correndo sério risco de sequer conseguir ficar em 3º lugar - precisa derrotar o Zamora, na Venezuela -, para ainda poder disputar a Copa Sul Americana.
Depois de demitir o técnico Levir Culpi, o time melhorou um pouco e deu algum alento à torcida e à imprensa, mas a derrota - em pleno Mineirão - para o Nacional do Uruguai expôs novamente todas as suas fragilidades, um time envelhecido e estranhamente desmotivado.
A torcida, que sofre de verdade com a má fase do time, sabe que o time é fraco, cobra da diretoria a contratação de bons reforços, um treinador que possa dar um padrão de jogo à equipe, mas a diretoria, por incompetência ou mesmo pela alegada falta de recursos, não consegue atender as expectativas.
FIM DE PAPO
Todo início de Campeonato Brasileiro permite os nossos pitacos sobre quem vai disputar o título, ou garantir vagas na Libertadores e Sul-Americana, enfim, os times que fatalmente vão brigar apenas contra o rebaixamento. Este ano o Brasileirão terá como grande novidade o uso do árbitro de vídeo (VAR) em todos os 380 jogos, nas 38 rodadas.
Ou se aprende como usar esta ferramenta, que veio para minimizar as injustiças, ou teremos que chamar um VAR para os assopradores de apito da CBF. Além disso, várias mudanças instituídas pela FIFA, previstas para entrar em vigor a partir de junho, já estarão valendo nesta 1ª rodada, o que pode complicar ainda mais a vida da arbitragem.
Pelo atual momento vivido pelos nossos clubes, pela ordem, são candidatos ao título: Cruzeiro, Palmeiras, Flamengo, Grêmio, Internacional e, comendo pelas beiradas, o Corinthians. Vão lutar por vagas nas competições continentais: Athlético-PR, Galo, São Paulo, Santos, Fluminense e Chapecoense. E vão lutar para não serem rebaixados: Avaí, Bahia, Botafogo, Goiás, CSA, Ceará, Fortaleza e Vasco da Gama.
Parabéns à Rádio Vanguarda/AM, que hoje completa 37 anos de fundação. Eu me orgulho de fazer parte desta história desde os primeiros dias, quando a emissora entrou no ar em caráter experimental. Saudades dos colegas que já partiram desta vida, como Irony Gonçalves, Wilson Camargo, Menezes, Solange, Éder Rocha, Caburé, Rodrigo Neto, Zé Trovão, e dos fundadores da emissora, Ronaldo de Souza e o mestre Ulisses do Nascimento, entre outros.
Graças ao seu excelente quadro de locutores e funcionários, a Rádio Vanguarda/AM, que se prepara para migrar para a faixa de FM, tornou-se uma emissora respeitada em todo o estado e reconhecida, por sua credibilidade, em todo o país, tornando-se referência e patrimônio da comunicação regional, um orgulho do povo ipatinguense.
Um excelente programa para este domingo, a partir de 9h, principalmente para quem é torcedor rubro-negro, é comparecer ao Estádio Lanari Junior, onde o time máster da Usipa recebe uma equipe de ex-craques do Flamengo, entre eles Athirson, Beto, Andrade, Mozer, Tita e Júnior Baiano, além de Neném, ex-craque da seleção brasileira de futebol de areia. É uma rara oportunidade para obter autógrafos e fazer selfies com ídolos cujos nomes estão marcados na historia do clube mais popular do país.
Didi me treinou na Máquina. Era um monstro! Parava o treino várias vezes e não admitia erros de passes e posicionamento. Repetia as jogadas, repetia e repetia, era um perfeccionista. Cruzava as bolas para os jogadores e pedia que a dominassem e devolvessem para ele.
Era uma fila, um time inteiro, eu, Cléber, Marco Antônio, a Máquina completa! Certa vez, Cafuringa e Mário Sérgio tentaram desmoralizá-lo” e mandaram a bola cheia de graxa. Ele dominou com a habitual categoria e devolveu com mais graxa ainda, kkkkk!!! E ainda respondeu: Vão cansar, garotos”! Paulo César Caju, tricampeão no México, em sua coluna semanal no jornal O Globo, sobre a diferença de ser treinado por quem conhece. (Fecha o pano!)
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