Jovem trabalhador: desafios no começo da carreira

Alexandre Cézar de Oliveira Melo *

Por iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no dia 24 de abril, comemorou-se o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A importância da data cresce na mesma proporção em que se ampliam os desafios para a entrada dos jovens no mercado de trabalho, seja no Brasil ou qualquer outra parte do mundo.

Percebe-se um esforço global para estimular a contratação de profissionais com pouca ou sem nenhuma experiência e, nesse sentido, a data acima destaca a importância do jovem trabalhador no mercado de trabalho. Existem muitas vantagens na convivência entre jovens e profissionais mais experientes, de gerações diferentes que possuem pontos de vista e pretensões distintas, pois descobrem alternativas para trabalharem juntas no mesmo contexto profissional, compartilhando conhecimentos, experiências e buscando objetivos comuns.

O jovem trabalhador influencia positivamente o ambiente profissional onde atua, compartilha teorias e interesses que poderão proporcionar mudanças em prol da evolução da organização contratante e da equipe da qual faz parte. Entretanto, parte significativa da taxa de desocupação no nosso país é composta por jovens trabalhadores com idades entre 18 e 24 anos.

Apesar da escassez de vagas para os jovens sem experiência, instituições denominadas de entidades qualificadoras ou capacitadoras, tais como o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), trabalham para qualificar e instrumentalizar esses jovens com conhecimentos e ferramentas que poderão aumentar as chances desses conquistarem uma oportunidade de trabalho.

Muitos jovens iniciam suas carreiras como aprendizes, condição especial para a contratação de trabalhadores na faixa de 14 a 24 anos, regulamentada desde o ano 2000, mas que já se fazia presente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

As entidades qualificadoras auxiliam aos jovens na conquista de uma oportunidade e às empresas em toda a parte burocrática e legal que envolve esse tipo de contratação. Algumas organizações, de acordo com seu porte, são obrigadas a contratar uma determinada cota de aprendizes e recebem como incentivo a redução dos encargos contratuais.

Na entidade qualificadora, o estudante recebe orientações sobre a elaboração adequada do seu currículo para que as especificações sejam coerentes com as vagas de emprego que vai concorrer. Tais instituições também oferecem, aos jovens, dicas importantes para que sejam bem sucedidos nas entrevistas para os processos seletivos, além de noções de ética e cidadania.

As empresas interessadas em conhecer as vantagens na contratação de jovens profissionais poderão consultar os bancos de talentos de entidades capacitadoras ou qualificadoras. Investir na capacidade dos jovens, inserindo-os no mercado de trabalho, também é um compromisso social do empresariado.

* Professor e supervisor de comunicação do CIEE/MG - comunicacao@cieemg.org.br

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