Belo Oriente promove 70ª Festa do Boi Balaio neste sábado

As festividades são mais antigas que a emancipação de Belo Oriente, relembra a administração municipal

Divulgação


Festa tradicional será realizada no sábado e domingo em Bom Jesus do Bagre

Nos dias 20 e 21 de abril, sábado e domingo, a administração de Belo Oriente promove a tradicional Festa do Boi Balaio no distrito de Bom Jesus do Bagre. E para celebrar a sua 70ª edição, o público terá shows da atração nacional Camisa Suada, e das cantoras Dani Teles e Rosi Miranda, além da tradicional cavalgada.

A festa folclórica é realizada sempre no Sábado de Aleluia e faz parte do calendário oficial de eventos das comemorações. As festividades são mais antigas que a emancipação de Belo Oriente, relembra a administração municipal.

No sábado, as atrações musicais são a cantora sertaneja Dani Teles e em seguida a banda Camisa Suada entra no palco para fazer todo mundo dançar forró. Antes do show da banda Camisa Suada, marcado para a 00h, haverá o desfile do Boi Balaio pelas ruas do distrito ao som de canções populares e acompanhado por tocadores de instrumentos, as mulherzinhas (homens vestidos de mulheres) e demais moradores da localidade cantando. O boi de balaio é confeccionado artesanalmente pelos moradores do distrito.

No domingo, às 10h, ocorrerá a tradicional cavalgada e o famoso boi na brasa que será assado na praça às 13h, o show ficará por conta de Rosi Miranda, que irá fazer o público entrar no ritmo da pisadinha.

Segundo a gerente de Cultura de Belo Oriente, Tatiane Melo, a festa tem o objetivo de preservar o patrimônio cultural do município."A realização da festividade contribui com a valorização da cultura popular de nossa cidade e região, que é tão rica. E a Festa do Boi Balaio nos remete a nossa história", destacou a gerente.

Histórico

A festa remonta ao início do século XX, após um grupo de moradores da região se reunir para comemorar a alegria da tradição da malhação de Judas pela manhã. Os moradores confeccionavam as vestimentas do boi, que eram roupas que cobrem todo o corpo envolto em uma amarração feita com taquara, tendo a frente uma cabeça de boi.
À noite, os moradores seguiam o boi e cantavam, dançavam e faziam repentes, citando os nomes de moradores do local. Segundo os moradores, o animal representa fartura para todo ano.

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