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Foram expedidos pela Justiça 12 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra policiais, empresários e advogado
A Operação Tersus, deflagrada nessa segunda-feira (15) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) teve como objetivo a combater a prática de corrupção envolvendo policiais civis em João Monlevade, associados a diversos outros profissionais. Conforme a assessoria do MPMG, policiais são investigados por suposta facilitação ilegal na obtenção de carteiras de habilitação e recebimento de propina para auxiliar investigados por tráfico de drogas.
O MP confirmou que foram instaurados três Procedimentos Investigatórios Criminais pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça de João Monlevade para apurar a prática de corrupção. Foram expedidos pela Justiça 12 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. As buscas estão sendo feitas inclusive nas delegacias Regional de Polícia Civil de João Monlevade e de Polícia Civil de Nova Era.
Dos mandados expedidos, sete foram contra policiais civis, um contra um advogado da cidade, um contra um ex-agente penitenciário, um contra um instrutor de centro de formação de condutores e os demais contra pessoas investigadas por supostamente terem pago suborno a policiais civis. Dez dos 12 mandados de prisão foram cumpridos com êxito. Um policial civil e o ex-agente penitenciário estão foragidos.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram recolhidos aproximadamente R$ 100 mil na residência do advogado investigado. Uma arma de fogo em situação irregular, calibre 380, foi apreendida na residência de um dos policiais civis investigados. Participaram da Operação Tersus dois promotores de Justiça, um subcorregedor de Polícia Civil, um delegado da Polícia Civil, policiais da Corregedoria-Geral de Polícia Civil e do Departamento de Polícia Civil de Ipatinga. O nome da operação ‘tersus’, vem de um termo em latim, que significa limpeza.