Muita gente

Fernando Rocha

Divulgação


Fernando Rocha
Fim de semana de decisões dos campeonatos estaduais por todo o Brasil, com muita gente nos estádios e pouco futebol das equipes nos quatro principais centros do futebol nacional.
Quase 60 mil torcedores foram ver um jogo péssimo, 0 a 0, entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi. Mais de 45 mil foram ver outro jogo chato, o Gre-Nal, num 0x0 sem graça disputado com a maioria de colorados no Beira-Rio.

No Rio de Janeiro, pouco mais de 10 mil pessoas foram ao Estádio Nilton Santos para ver o Flamengo passar fácil pelo Vasco por 2 a 0 e ficar com a mão na taça de campeão, pois agora poderá perder por um gol de diferença na finalíssima no Maracanã, que deverá estar lotado.

Futebol com alguns ‘brilharecos’ só mesmo aqui nos nossos grotões, onde o Cruzeiro fez valer a sua melhor condição técnica e de time mais entrosado, ao derrotar o Atlético por 2 x 1, com 51 mil presentes ao Mineirão, maioria absoluta de torcedores azuis.

Virou vilão
O Cruzeiro dominou a maior parte do jogo e mereceu a vitória, mas o Atlético surpreendeu com um futebol aguerrido, aplicado, saindo-se até melhor do que a encomenda, pois o que se dizia antes do jogo começar era a possibilidade de tomar uma goleada, graças à boa fase do time celeste, em contraste com a sua, que é muito ruim.

O vilão da vez, não só no Mineirão, mas nas outras três importantes decisões de estaduais pelo país, foi o árbitro de vídeo (VAR), que errou em vários lances influenciando nos resultados.

O VAR já existia há algum tempo em outros esportes e demorou muito a ser adotado no futebol, com o objetivo comum de impedir que aconteçam grandes erros ou injustiças.
O lento processo de implantação contribuiu para este início conturbado, pois são poucos os árbitros habilitados e bem treinados, devido a pouca experiência para operar todo o sistema.

Daí os erros como os do último domingo no Mineirão, onde foi ignorado um pênalti claro de Dedé, no último lance do primeiro tempo, que agarrou pelo pescoço o zagueiro do Galo, Igor Rabelo. No segundo gol cruzeirense, quem errou foi o assoprador de apito carioca Wagner do Nascimento, que marcou escanteio, ao invés de tiro de meta, surgindo daí o segundo gol celeste marcado pelo zagueiro Léo.

Já no gol anulado de Fred houve de fato um toque de mão do atacante, mas totalmente involuntário, porém o lance foi invalidado pelo VAR, por conta de uma determinação da FIFA que manda punir qualquer bola na mão ou braço, um absurdo completo.

FIM DE PAPO
• Finalmente o Ipatinga desencantou no Módulo II, a ‘Segundona’ mineira, ao derrotar o Uberlândia, até então o líder, por 2 x 0, o que o fez voltar a ter chances de escapar do rebaixamento à 3 Divisão. No fim de semana, não se sabe ainda se será no sábado ou domingo, o Tigre irá a Nova Serrana, enfrentar na última rodada o já classificado Serranense, que deve usar um time quase todo de reservas.

• Mesmo se perder o Tigre poderá escapar de mais um vergonhoso rebaixamento, pois ainda existem times piores do que o seu, nesta competição descabida e desqualificada promovida pela Federação Mineira. Os outros dois concorrentes à segunda vaga do descenso - a primeira já é do Tricordiano, que desistiu da disputa antes do início - são o Athletic de São João Del Rey e o Uberaba, que vão jogar fora de casa contra o Nacional de Muriaé e Uberlândia, respectivamente.

• Ipatinga, Athletic e Uberaba estão empatados com oito pontos ganhos e duas vitórias cada, mas o Tigre tem saldo favorável de um gol, enquanto o Athletic deve dois e o Uberaba três gols. O resumo desta ópera bufa, onde o time que for menos pior vai escapar da degola, é que o importante será não perder por uma goleada acachapante. Triste realidade de quem, no passado recente, levantou a taça de campeão estadual da 1ª Divisão, chegou à semifinal da Copa do Brasil e já esteve na elite do futebol nacional.

• Foram revoltantes as cenas onde o ex-técnico do Botafogo, Zé Ricardo, aparece sendo agredido verbalmente e quase fisicamente por esses marginais que se dizem torcedores, na chegada da delegação ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após a eliminação na Copa do Brasil.

A impunidade, incivilidade, ignorância, pela inexistência de políticas públicas consistentes e eficazes na área de educação, geram constantemente cenas assim, que caem logo no esquecimento. E os maus exemplos vêm de cima: 80 tiros mataram um cidadão de bem e quase exterminaram a sua família inteira, mas isso não é considerado crime por aquele que deveria dar o exemplo, mas que é o primeiro a incentivar todas as formas de violência. (Fecha o pano!)

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