Preservar é preciso, e é saudável

Projeto Mapa da Mina já catalogou mais de 570 nascentes em Ipatinga

Apesar de ter pouco mais de 165 km2 de extensão territorial, Ipatinga conta com numerosas nascentes, sendo que, atualmente, mais de 570 já estão catalogadas.

O trabalho de pesquisas ambientais é viabilizado graças ao projeto Mapa da Mina, uma iniciativa desenvolvida pelo Ministério Público de Minas Gerais e Instituto Interagir, em parceria com a Prefeitura de Ipatinga e a concessionária Infrater Engenharia, promovendo a proteção, recuperação e monitoramento de mananciais hídricos do município.

Secom/PMI


Estagiárias do Unileste fixam as placas de identificação da nascente ao lado dos moradores do Pedra Branca
“Quando pensamos em preservação ambiental, temos que saber a importância de cada um fazer a sua parte. O poder público tem seu papel, e estamos limpando Ipatinga. Também temos fomentado essa pauta junto aos alunos, por meio do ensino integral.

Por meio da educação, queremos formar cidadãos que zelem pelos recursos naturais, que cuidem do meio onde vivem e ajudem a manter a cidade limpa, colaborando nas iniciativas sustentáveis de preservação ao meio ambiente”, diz o prefeito Nardyello Rocha.

O coordenador do projeto, Alessandro de Sá, explica que, do total de nascentes catalogadas, 85% estão localizadas em zonas rurais da cidade e a maior parte está concentrada nas comunidades do Ipanemão, Ipaneminha, Tribuna, Morro Escuro, Pedra Branca e Taúbas. Os outros 15% estão em área urbana, principalmente nos bairros Bom Jardim e Córrego Novo/Recanto.

Parcerias para o bem comum
Nas etapas de pesquisa de novas fontes de água, os profissionais do Mapa da Mina, junto com estagiárias do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) e um guia da comunidade, visitam donos de propriedades rurais em Ipatinga.

Nas pesquisas ambientais em campo são usados equipamentos fotográficos, GPS, EPI’s e um veículo equipado para estradas rurais. A cada nova nascente descoberta faz-se o registro fotográfico e relatórios que detalham as características ambientais da Área de Preservação Permanente (APP) da nascente.

Secom/PMI


Várias medições de fluxo e vazão de água foram feitas nos córregos e nascentes avaliadas
“Quando identificamos uma nascente, uma etapa fundamental é a recomposição vegetal do local, com o plantio de até 800 mudas de árvores no entorno. O objetivo é facilitar o processo de infiltração de água no solo, para o abastecimento do lençol freático.

Isso mantém as nascentes sempre minando água”, explica Alessandro, lembrando que 20% das nascentes catalogadas já secaram, devido ao grau de fragilidade do solo.

"Num cenário de escassez de recursos hídricos, a descoberta das nascentes eleva Ipatinga a uma cidade referência no país no aspecto hidro ambiental. Com o projeto, incentivamos a conservação da água, que é uma riqueza para todos os seres vivos", enfatiza o coordenador.

As nascentes cadastradas recebem uma placa de identificação, que deve ser afixada pelo dono da área. Além da placa, o projeto já fez o repasse de 12.500 mudas, 10.500 metros de arame farpado e 4 mil mourões para os proprietários cadastrados que têm nascentes para recuperação. Parte desses insumos provém das parcerias com as empresas Usiminas e Cenibra.

Equilíbrio ambiental
Ainda de acordo com Alessandro de Sá, Ipatinga só consegue manter o seu meio ambiente equilibrado graças à concentração de 55% das Áreas de Preservação Ambiental na APA Ipanema, que abrange toda a área rural da cidade e as margens do ribeirão Ipanema, principal curso d’água que drena o município.

O ribeirão Ipanema tem uma extensão de 26 quilômetros e nasce com a junção das águas dos córregos Ipanemão e Ipaneminha. Ele recebe ainda as águas dos córregos Tribuna, Morro Escuro, Pedra Branca e Taúbas.

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