Caminhos do Vale

Programa da Usiminas já beneficia 1,3 milhão de pessoas

A Usiminas tem uma rica e longa história na produção do aço de qualidade e na contribuição para o crescimento das comunidades onde a empresa atua. Ao longo das décadas, grandes projetos somaram forças com os municípios na geração de renda, emprego, educação ambiental, cultura, lazer e ações sociais.

Um dos destaques recentes entre as iniciativas socioambientais da Usiminas é o Programa Mobiliza pelos Caminhos do Vale, que após quatro anos de atividades apresenta um balanço com cerca de 1,3 milhão de pessoas beneficiadas em toda a região do Vale do Aço.

O Caminhos do Vale prevê a doação de agregado siderúrgico às prefeituras para pavimentação de vias rurais e urbanas, e as prefeituras, em contrapartida, adotam praticas sustentáveis, como a recuperação de nascentes.

ACS Usiminas


Comunidade Quilombola do Indaiá foi beneficiada e alunos ganharam melhores condições de ir à aula
Em quatro anos, o programa, realizado pela Usiminas em parceria com a Associação e Consórcio dos Municípios do Vale do Aço (AMVA/CIMVA) já conta com a adesão de 54 municípios.

Dezoito cidades aderiram ao programa no mês de março passado e, com isso, a iniciativa começa a ser aplicada fora da região de origem, mostrando potencial para crescer e agregar mais ações em um grande leque de cooperação entre empresa, poder público e comunidades.

No período de atuação do projeto já foram recuperadas mais de 1,6 mil quilômetros de estradas rurais e outros 80 quilômetros de vias urbanas, garantindo a melhoria do acesso e reduzindo consideravelmente a evasão das crianças às escolas nos municípios participantes.

Evasão escolar menor
Na comunidade Quilombola de Indaiá, em Antônio Dias (MG), os moradores sempre tiveram dificuldades para fazer o trajeto do lugarejo para o centro da cidade, e devido às péssimas condições das estradas as crianças ficavam dias sem ir à escola na época de chuva.

O município, que tem grande parte das estradas rurais, conta hoje com mais de 180 quilômetros de vias recuperadas a partir do Mobiliza pelos Caminhos do Vale.

Deise Aparecida Silva, 22 anos, nasceu e cresceu na comunidade Quilombola, e fala da dificuldade para estudar. “Foram muitas as vezes que o ônibus não passou pela lama e a gente tinha que descer e ajudar a empurrar ou ir caminhando no barro.

Chegávamos todos sujos na escola, isto quando era possível ir, pois muitas vezes não conseguíamos sequer sair de casa. Foi difícil estudar naquela época, e quando a estrada estava sendo arrumada, confesso que foi emocionante, principalmente ao ver o ônibus chegar pra buscar as crianças nos dias chuvosos”, conta Deise.

“A revitalização das estradas reduziu a evasão dos alunos nas escolas e melhorou muito o nosso acesso às comunidades para realizar atividades de intercâmbio. Esta parceria com o ‘Caminhos do Vale’ deixou tudo melhor por aqui e facilitou o nosso trabalho na escola”, conta Maria Neiva de Souza, diretora da escola Germano Pedro de Souza.

A professora Raquel Teixeira, da cidade de Braúnas, avalia que o programa é de grande importância para a região. “Graças ao Caminhos do Vale, a nossa cidade progrediu.

A partir das melhorias feitas nas estradas com o agregado siderúrgico foi possível reduzir consideravelmente a ausência das crianças nas escolas nos períodos de chuva. E os produtores não precisam mais jogar fora centenas de litros de leite por falta de condições de distribuir a produção”, explica Raquel.

“A comunidade Quilombola de Indaiá, em Antônio Dias, e a cidade de Braúnas, são apenas duas de centenas que foram beneficiadas por meio do Programa Mobiliza pelos Caminhos do Vale nos 54 municípios participantes.

São milhares de pessoas favorecidas não só com a melhoria das vias, mas com a recuperação de nascentes e projetos socioambientais, contrapartida exigida das prefeituras para participarem do Programa”, afirma Henrique Helcio Eleto dos Santos, especialista de Processos da Usiminas e coordenador do programa.

O programa cresceu mostrando resultados visíveis e mudando a realidade das pessoas de diversas comunidades rurais. Para 2019, a expectativa é distribuir cerca de 900 mil toneladas de agregado siderúrgico para a pavimentação de aproximadamente 650 quilômetros de estradas.
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