Fabriciano adota ecobarreiras

Meio Ambiente adota iniciativa para despoluir córregos da cidade

Experimente parar as margem de qualquer córrego ou ribeirão e observar o seu curso por cinco minutos. Você ficará surpreso com o volume de lixo flutuante na água: garrafas pets, plásticos, latas, pedaços de isopor, calçados e brinquedos.

Em Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente, a administração municipal quer ‘barrar’ este problema implantando ecobarreiras. O objetivo é remover e reciclar uma parcela dos materiais que flutuam diariamente nos córregos que cortam a cidade e deságuam no Rio Piracicaba.

ACS PMCF


Técnicos verificam in loco a viabilidade das ecobarreiras
A iniciativa consiste em instalar dentro dos cursos d’água, em trechos próximos a foz, estruturas flutuantes chamadas ‘ecobarreiras’, feitas de materiais reciclados como garrafas PET ou galões. A primeira ecobarreira foi instalada no dia 29 de março, no ribeirão Caladão, na avenida Julita Pires, bairro Bom Jesus.

Outras quatro estruturas serão implantadas em abril em pontos estratégicos: duas no Ribeirão Caladão, nos bairros Frederico Ozanan e Silvio Pereira I, uma no Córrego Caladinho, no Caladinho de Baixo, e outra no Córrego São Domingos, no Recanto Verde.

“É uma estrutura simples e barata, mas muito eficaz. Usamos galões de 20 litros reciclados, atados e envolvidos em uma rede. Depois, amarramos a estrutura em duas hastes, fixadas às margens do ribeirão.

Fabriciano é uma das primeiras cidades de Minas a implantar esta iniciativa, que pode e deve ser copiada por outros municípios”, diz Ivan Cesar, Gerente de Meio Ambiente.

Mas Ivan alerta que a barreira só impede a passagem de materiais leves e flutuantes. “Ainda tem gente que joga pneus, sofás e até colchões nas margens dos ribeirões.

Por serem pesados, eles são contidos pela ecobarreira, ficam presos as margens ou galhadas e provocam alagamentos em períodos chuvosos e em cheias dos rios, causando transtorno”, alerta.

A pedagoga e voluntária na pastoral do Meio Ambiente da Paróquia de Santo Antônio, Cleusa Márcia de Oliveira, aprovou a iniciativa. “Faço caminhada todo dia neste trecho e vejo muito lixo jogado no ribeirão.

Há pessoas que passam de carro e ‘lançam’ uma sacola de lixo pela janela. Quem sabe, ao deixar o problema ‘visível’, as pessoas se conscientizem e eliminem de vez este mau hábito que prejudica a todos”, avalia.

A coleta de materiais ‘barrados’ nas ecobarreiras será feita pelas equipes de limpeza da Vina, concessionária dos serviços de limpeza em Coronel Fabriciano, associações de catadores de materiais reciclados e voluntários que residem ou trabalham próximo aos locais contemplados pela iniciativa.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO