Buraco negro, o céu ou o inferno?

Maravilhoso e penetrante avanço da ciência. A visão do buraco negro.


Um comedor de energia no centro de uma galáxia incandescente.

Demonstração de nossa vida: interação unânime. Das estrelas, dos asteroides, dos satélites, das galáxias. Das árvores, do homem, dos cães, das pedras, das nuvens, que se atrevem a arabescos. O quadro complexo, talvez de uma experiência, talvez do isolado e do definitivo. Alguém deseja mais do que o universo, amplamente desconhecido pela população terrena?

Num planeta periférico, seus seres, considerados os inteligentes e condutores, matam-se. Individual ou coletivamente. Há muitas imperfeições no universo. Talvez algumas perfeições, somos ainda muito ignorantes para responder a essa questão.

O buraco negro é o céu ou o inferno? Sabemos que são duas faces da mesma moeda.

Talvez seja ambos, que em seu interior se digladiam.

A única certeza, até hoje, é a relatividade, devida a Einstein. Ligada ao espaço e ao tempo. Ao pararmos numa estação, vemos um trem que se vai, imaginamos que caminha para o futuro. Trocamos o espaço pelo tempo.

Nada é só erros, porém, na comunidade humana. A ciência avançou a passos larguíssimos até poder observar o buraco negro.

Algo que representa nossa vida de contraste e contradição. No meio de uma galáxia incandescente, o ponto obscuro, capaz de consumir a energia que o envolve. O amplo vermelho e o pequeno círculo, quase sem pontos fora da curva, no coração galáctico. Poderia ser um garrancho assimétrico. Mas é um círculo perfeito. A imaginação pode percorrer inúmeros caminhos, em face do "buraco" negro.

O certo é a mensagem do contraditório. Em nossas condutas, pessoais ou políticas, estamos sempre às voltas com o oposto. Talvez entre tese e antítese sobrevenha a síntese. Talvez não. Temos ainda muitos buracos negros para ver e refletir, se a atual geração humana e as próximas futuras não nos levarem ao buraco, negro ou não, mas do qual não poderemos mais sair, para dar continuidade às atrevidas aventuras intelectuais a que nos lançamos. Agradeçamos aos cientistas, que nos permitem elucubrar a partir de fatos concretos e visíveis.

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

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