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06 de abril, de 2019 | 10:26

Melhor de todos

Fernando Rocha

Divulgação
Fernando RochaFernando Rocha
Só um desastre muito grande pode ter tirado o Cruzeiro da final do Campeonato Mineiro. Além do empate, podia até perder por um gol de diferença para o América, ontem à noite, no Mineirão.
Independente disso, os números são favoráveis ao time dirigido por Mano Menezes, que no momento pratica o futebol mais eficiente do país, superando equipes de maior poder econômico como o Flamengo e Palmeiras, além dos gaúchos Grêmio e Internacional.

Os números da equipe celeste não deixam dúvidas: dos 32 clubes que disputam a fase de grupos da Libertadores, só o Cruzeiro, entre os times brasileiros, chegou aos 9 pontos depois de três rodadas, igualando a sua campanha de 2001.
Além de melhor time da atual Libertadores, por conta de ter também quatro gols marcados e nenhum sofrido, o Cruzeiro é o único clube das Séries A e B do Brasileirão ainda invicto, sem sofrer derrotas este ano. Em 16 partidas, sem contar o jogo de ontem contra o América, ganhou 12 e empatou quatro.

Faz parte
O Atlético vive uma situação totalmente oposta, passando dificuldades e dando sustos na sua torcida, mesmo diante de adversários muito inferiores, como foi na última quarta-feira, pela Libertadores, quando derrotou na bacia das almas o Zamora, da Venezuela, 3 a 2, de virada, no Mineirão com mais de 40 mil torcedores.
Hoje o adversário é o Boa Esporte, pela semifinal do Mineiro, um time também fraco, e mesmo assim não se pode garantir que o Galo, que tem a vantagem do empate, não irá passar dificuldades.

‘Mudar de opinião faz parte dos direitos humanos’ é uma frase atribuída ao ex-governador Leonel Brizola, que já li algumas vezes em textos escritos pelo amigo Chico Maia, jornalista da prateleira de cima e gente boa. A frase serve para ilustrar a minha atual avaliação do trabalho de Levir Culpi no Galo.

Caso continue no comando, não vejo boas chances de o Atlético seguir na Libertadores, pois não existe evolução ou crescimento da equipe, que na verdade estagnou, não apresenta um padrão de jogo nem tem jogadas ensaiadas.
Além disso, nas entrevistas coletivas do técnico do Galo, não se extrai nada que possa fazer acreditar numa melhoria do futebol apresentado pelo time em campo, que é da pior qualidade, muito abaixo do que se espera para um clube da grandeza do Atlético.

FIM DE PAPO
Muito criticado no começo, alvo de gozações, visto com desconfiança por alguns setores da imprensa na capital, o diretor e atual homem forte do futebol no Cruzeiro, Itair Machado, ex-presidente e fundador do Ipatinga, conseguiu dar a volta por cima e vive agora seu melhor momento no clube, em lua de mel com a torcida.

Com a sua experiência e capacidade de negociar, Itair obteve êxitos incontestáveis na montagem do atual elenco, como nos casos recentes das contratações de Rodriguinho e Marquinhos Gabriel, do colombiano Orejuela e o lateral Dodô. Agora também passou na frente de grandes clubes nacionais, com maior poder financeiro, ao trazer o atacante Pedro Rocha, ex-Grêmio, que atuava no futebol russo.

Por conhecer bem a capacidade do dirigente Itair Machado, nunca tive dúvida de que ele faria sucesso no Cruzeiro, sobretudo pela rara virtude que possui, de identificar jogadores que se encaixam e dão certo nas suas equipes, como foi o caso do Ipatinga, campeão mineiro em 2005. Na época, ele foi até a base do Cruzeiro e montou o elenco do Tigre, sob o comando de um técnico jovem em busca de afirmação, Ney Franco, conquistando o título estadual e quebrando um tabu de 41 anos sem que um clube do interior levantasse a taça de campeão.

No Cruzeiro, com o respaldo da diretoria presidida por Wagner Pires de Sá, Itair Machado tornou-se o piloto não de um teco-teco, mas de um Boeing de altíssima potência e valor, que pode ir muito mais longe do que ele próprio imagina. Mineiramente, Itair vê em pouco tempo, merecidamente, o seu trabalho ser reconhecido no futebol mineiro.

Ganhou respeito aqui e já está sendo visto com outros olhos também a nível nacional. O velho e bom Jair Pereira, ex-jogador e ex-técnico, campeão em vários grandes clubes nacionais, entre eles o próprio Cruzeiro, nos anos 1980/90, costumava dizer que no futebol “o certo é o que dá certo”. Que continue assim, para alegria e felicidade dos milhões de cruzeirenses espalhados pelo mundo, bem como daqueles que torcem pelo seu sucesso sem nenhum outro tipo de interesse. (Fecha o pano!)
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Comentários

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Hans Muller

08 de abril, 2019 | 14:53

“Falou tudo Rochinha.”

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