04 de abril, de 2019 | 19:30

Vereadores abrem discussão da reforma administrativa em Timóteo

O presidente da Casa, Diogo Siqueira (PPL), aceitou a solicitação, baseando-se na necessidade de um estudo mais detalhado, sob a ótica orçamentária

Divulgação
Projeto entrou em pauta para ser apreciado pelo plenário, mas recebeu pedido de vistaProjeto entrou em pauta para ser apreciado pelo plenário, mas recebeu pedido de vista

Os vereadores de Timóteo iniciaram a discussão do projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, que estabelece a reforma administrativa no governo municipal. Na reunião da tarde de quinta-feira (4), o projeto teve um pedido de vista, o que travou a discussão. Anteriormente o projeto foi aprovado nas comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública, além de Orçamento e Finanças Públicas.

O vereador Adriano Alvarenga (PMB) pediu vista da matéria. O presidente da Casa, Diogo Siqueira (PPL), aceitou a solicitação, baseando-se na necessidade de um estudo mais detalhado, sob a ótica orçamentária. O pedido foi concedido por 48h, de acordo com o regimento do Legislativo. O prazo será encerrado na segunda-feira (8), às 16h30. O presidente se comprometeu a convocar duas reuniões extraordinárias na próxima semana, para discussão e votação da matéria.

O Projeto

O Projeto de Lei Nº 4.197 propõe um reordenamento na estrutura organizacional da administração pública do município. Atualmente, a Prefeitura de Timóteo possui a Procuradoria-Geral, Controladoria-Geral e oito secretarias. De acordo com a proposição, o Gabinete do prefeito ficaria desvinculado de secretarias e haveria a extinção da Controladoria e criaria a Corregedoria-Geral e de uma nova secretaria.

As pastas foram reordenadas seguindo as áreas de trabalho mais próximas. Da atual Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Econômico, foram desdobradas as secretarias municipais de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente (Seplan) e Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedet).

Cargos

Outras alterações consideráveis, propostas pelo Projeto de Lei Nº. 4.197, são nos cargos. A proposta de lei define que os cargos de livre nomeação são os de subsecretarias, gerências, subgerências, coordenadorias e assessorias.
A proposição ainda estabelece cargos de livre nomeação e provimento efetivo, exclusivo para servidores efetivos. Os cargos indicados pelo projeto de lei são de diretorias, superintendências, supervisões e chefias. O projeto ainda deixa explícito que o servidor efetivo que for nomeado para o cargo em comissão não poderá acumular os vencimentos.

Aprovação na CCJ

Os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) seguiram o parecer do relator, vereador Ivair Guimarães (PSB), e aprovaram por 4 votos a 1 o projeto da reforma administrativa. Apenas o vereador Adriano Alvarenga (PMB) votou contra, em consonância aos seus questionamentos quanto à legalidade e constitucionalidade de alguns cargos.

O presidente da CCJ, vereador Moacir de Castro (PSDB), disse acreditar nos benefícios da matéria, com algumas modificações. “A estrutura proposta não é a maior da história do município. Cria só sete cargos a mais. Tem algumas questões de constitucionalidade do provimento de alguns cargos que serão vistas. Realmente estou confiante na administração municipal após a conversa que tivemos”, ponderou Moacir.

Alvarenga tentou ainda vistas ao projeto para discutir as emendas supressivas apresentadas com o secretário de planejamento Fabrício Araújo que esteve presente, mas também não obteve êxito. Todas as emendas foram rejeitadas na votação dentro da CCJ. O vereador informou que, se o projeto for aprovado na reunião ordinária, vai representar contra o Executivo junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais. “Tem erros nesse projeto que têm que ser revistos”, ressaltou.

O presidente da Câmara, Diogo Siqueira, explicou seu posicionamento favorável em relação ao projeto. Disse que a tramitação não está acelerada, pois o projeto está em discussão há um bom tempo em reuniões informais e formais com os vereadores e a administração municipal. “Também tive dúvidas em relação à constitucionalidade da matéria. Sentei com o secretário de planejamento e houve um entendimento de que havia alguns pontos mesmos a serem tratados. O governo concordou em adequar a questão da constitucionalidade e enviar emenda para sanar tais inconstitucionalidades existentes”, afirmou Diogo.
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Comentários

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José Anilson

05 de abril, 2019 | 02:18

“E nada de diminuir a quantidade de vereadores na reforma não?”

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